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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

para além do limite

23.03.13






(1ª edição em 12 de Março de 2011) 

 

 

 

A suspensão deste modelo de avaliação de professores depende dos sindicatos. Se estas organizações manifestaram, sem equívocos, à Assembleia da República que é isso que defendem, o modelo desmiolado será revogado.

 

Depois de contribuírem, em 2008, para um corte na coluna vertebral da luta dos professores com a assinatura de um entendimento só possível entre pessoas sem sala de aula e quase sem escola, os sindicatos de professores têm neste momento uma derradeira oportunidade para não perderem de vez a força que a dignidade dos professores lhes tem conferido.

 

Estou a medir muito bem o que estou a escrever. Digo pela enésima vez que sou sindicalizado desde sempre (e mesmo que não o fosse), contribuo para a APEDE quando o movimento necessita e não tenho (nem nunca tive) militância partidária. Faço política com este blogue, e com mais outras acções, e estou sempre disponível para conhecer ou apoiar novas formas de intervenção na sociedade.

 

Tenho adversários, principalmente os políticos e sindicalistas mesquinhos que se agarram a qualquer cargo como lapas em busca de sobrevivência. Já não tenho paciência para os jogos de sombras dos sindicatos de professores, nem para o seu estilo sociedade secreta tão do género adolescente retardado como uma qualquer ala da maçonaria ou da opus dei. Brinquem lá às escondidas uns com os outros, mas tenham um gesto autónomo que defenda a dignidade e a profissionalidade de quem vos paga quotas ou permite que se projectem numa vida profissional sem pôr os pés numa sala de aula. Em vez de andarem a perder tempo com a descoberta das biografias de quem se movimenta nas redes sociais, é melhor que estudem e que tomem posições convocadas pela coerência e pela verticalidade.

 

Chega. Basta. E é escusada a argumentação estafada da ponderação ou articulação com a avaliação de outros grupos profissionais.

6 comentários

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    Fátima Inácio Gomes

    06.03.11

    Se bem que não basta querer, como lembra o Francisco Santos, a verdade é que QUERER, de facto, sem reservas e agendas, importa. E faz a diferença.
    É notório que os sindicatos quiseram tirar dividendos internos, que pouco têm a ver com a acção nas escolas.
    O seu discurso, a sua mecânica, o seu modus operandi está ultrapassado e já não nos servem.
    Fazem falta, sim. E fazem falta sindicatos renovados.
  • Fátima,
    não discordando da ideia de que será necessário renovar os sindicatos, penso que tal só será possível com a participação dos professores na vida dos sindicatos.
    No que diz respeito ao sindicato a que pertenço, ando sempre com algumas fichas de sindicalização, esperando que os professores combativos que vou ouvindo, aqui e ali, estejam dispostos a ajudar a realizar essa renovação.
    Não podendo convidar-te a aderir ao SPGL, por trabalhares na área de influência do SPN, julgo que podias ser também aí um rosto de mudança.
  • Sem imagem de perfil

    Fátima Inácio Gomes

    06.03.11

    Percebi a achega, Francisco.
    E sabes bem o quanto eu sou tanto de falar como de fazer.
    Mas sou professora e gosto muito do que faço. Para mudar um sindicato por dentro teria de fazer rodar cabeças... e isso implica muito tempo.
    Não pretendo ser carreirista de um sindicato, por isso não me vou envolver. Tenham é os sindicalistas que lá estão a capacidade de olhar para além do próprio umbigo, tenham eles a capacidade de mudar.
  • Sem imagem de perfil

    Paulo G. Trilho Prudencio

    06.03.11

    Viva.

    Obrigado pelos comentários.

    Repito: se os sindicatos forem taxativos a favor da suspensão o modelo é revogado.

  • Sem imagem de perfil

    Ribatejano

    06.03.11

    Ainda há quem chame os bois pelos nomes. ...
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