Em busca do pensamento livre.
Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2006
matchpoint.jpg Gosto muito do cinema de Woddy Allen. É tão vasta e tão bela a sua cinematografia, que tenho dificuldade em escolher os meus preferidos. Tem obras geniais. Aprecio sempre o universo “freudiano” filmado na cosmopolita Manahtan, acompanhado de uma forma muito própria de fazer humor. Sabia que ele tinha saído de Nova Iorque para filmar - a exemplo de Stanley Kubrick - e que tinha escolhido a Inglaterra. Li que ia fazer um filme onde não seria actor e que o argumento socorria-se de uma trama hitckokiana. Fiquei curioso. Quando soube do título, match point - ponto final -, não pensei em nada. Os títulos valem, por norma, muito pouco. Match point é um expressão muito usada nos jogos de ténis: é o ponto que pode decidir o final do jogo. Andei em verdadeiro estado de match point. Ainda não tinha tido uma oportunidade para ver o filme: vivo numa pequena cidade que tem, apenas, duas salas de cinema com uma programação muito fora de tempo; de qualquer, parece-me. Lá fui. Teve de ser numa grande superfície - na bilheteira, e numa mesma fila, fazia-se a moderna gestão de recursos humanos: comprava-se bilhetes, claro, mas também, e em simultâneo, pipocas, bebidas, doces e rebuçados; nunca me tinha acontecido, estes negócios estavam separados -, numa sala pequena, com um ecrã adequado e com um som excelente. Tudo em silêncio. Perfeito. A atmosfera do filme é soberba: vai desde o clube tradicional onde os ricos se exercitam a jogar ténis, até à ruralidade mais característica dos privilegiados destas paragens, passando pela mais bela e cuidada arquitectura urbana e moderna. Uma bonita combinação. A história desenvolve-se à volta das histórias, de amor de de desamor, dos filhos - um rapaz e uma rapariga; o rapaz namora com uma norte-americana que veio à procura da sua oportunidade como actriz e a rapariga namora com um monitor do clube de ténis - de uma família muito endinheirada, que desespera por preservar dois mandamentos: classe social e carreira. Ter ou não ter, sorte: para além de outras abordagens importantes, Woddy Allen diz-nos que o acaso acaba por prevalecer. Tem um final inesperado a fazer lembrar a trama que referi. Sem querer ser muito exigente, não direi que é uma obra-prima. Mas é um filme excelente e que reverei com gosto. Aconselho. Paulo Guilherme Trilho Prudêncio.

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publicado por paulo prudêncio às 23:12 | link do post | comentar | partilhar

2 comentários:
De anónimo a 21 de Fevereiro de 2006 às 21:59
Obrigado. Igualmente.Paulo G. Trilho Prudencio
</a>
(mailto:pgtrilho@netvisao.pt)


De anónimo a 21 de Fevereiro de 2006 às 18:51
:) também gostei(cm já referi antes)..é engraçado dizeres ke o reverias, pk a minha classificação do filme é feita à porta do cinema e a pergunta sempre a mesma : "verias este novamente?"...neste caso, definitivamente sim :) beijinhos e boa semanagala
(http://trocadeolhares.blogs.sapo.pt)
(mailto:gala.trocadeolhares@gmail.com)


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