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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

semântica do desemprego

03.02.11

 

 

 

 

 

A redução curricular em curso até podia ter fundamentos pedagógicos. Neste momento, é óbvia a opção da macropolítica: cortar nos salários e no número dos funcionários públicos em detrimento dos impostos da banca ou do número de deputados (podem ser amendoins, mas os exemplos de cima mobilizam para a construção); e podia ficar aqui a noite toda a fazer o elenco.

 

Para os professores mais distraídos é bom recordar-lhes que tudo se resume a meia-década. Ou seja: o corte curricular vai começar por atingir inapelavelmente os contratados e depois se verá. Quando falamos de contratados não estamos a fazer referência a jovens em estágio integrado ou nos primeiros anos de serviço. São professores com mais de uma dezena de anos de serviço ininterrupto e que tiveram o azar de nascer meia-década depois.

 

São milhares os professores contratados. A sua precariedade consumou-se durante esta década. Os que podem, fogem do inferno relacional em que estão transformadas as escolas públicas (e as não "públicas" também, por suprema ironia de quem faz política a jogar com peões e em permanente campanha). Não tardará e a sua ausência será cruelmente notada. Há gente na estratosfera a brincar com o fogo.

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