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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

do oportunismo

31.01.11

 

 

 

 

A avaliação de professores, o estatuto da carreira docente e a gestão escolar dilaceraram o clima relacional das nossas escolas. Se é uma queda irreversível só o tempo o dirá. Que vai levar anos a recompor, isso é seguro. Quanto mais tarde caírem os comprovados disparates, mais difícil se tornará a reposição de um metabolismo oxigenado.

 

Sejamos claros. Falta um longo caminho a percorrer, mas os titulares e os consequentes modelos de avaliação e de gestão caíram. Para além de tudo, foram reprovados por quem se interessa mesmo pelo assunto.

 

Ficaram umas versões mascaradas, tão ou mais nefastas, e que só aguardam por quem as empurre de vez.

 

Estou a ser optimista? Talvez. Mas não há organização que sobreviva numa atmosfera assim e lá chegará o tempo em que a sensatez mínima prevalecerá. Há um mês atrás, um qualquer egípcio ou tunisino também não acreditaria no ponto final aos ditadores por mais sinais que existissem. E haveria muito fazedor de opinião nesses países que advogava as águas brandas dos seus povos.

 

Nos três desmiolados diplomas das "reformas" da Educação, conhecemos atitudes heróicas de resistência. Podem crer que não estou a exagerar. Em grande número de situações, os cargos "abandonados" por esses professores foram ocupados por quem se afirmou distraído, portador de outra bandeira ou política e cumpridor da lei. Esse repelente oportunismo está agora ainda mais evidente e começa a ser pago, para já de forma mais ou menos silenciosa, com custos elevados dentro do ambiente organizacional.

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