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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

os eis

03.01.11

 

 

 

 

 

O calendário quebra rotinas e exige olhares menos habituais. Estou a pensar no ano que terminou e em algumas perplexidades. Apesar de tudo, não paro de me surpreender.

 

Troco palavras com quase todos os que me a requerem. Essa atitude permite-me perceber estados de espírito e características da máquina humana.

 

Há um grupo, que vou denominar de éticos-invertidos-e-severos (EIS), que é constituído por professores e por outras pessoas que se interessam pelas questões da Educação e que tomou como suas as razões do governo; por serem militantes ou simpatizantes do actual PS, por não valorizarem a actividade docente ou apenas por subscreverem as políticas.

 

Uma das minhas perplexidades focou-se na epidérmica reacção dos EIS aos mínimos comportamentos dos professores contestatários ou até aos actos daqueles que, uma vez por outra e por desígnio da oportunidade, se decidiram pela defesa do poder democrática da escola (PDE). Os EIS nada perdoaram. Um qualquer excesso de linguagem em defesa do PDE foi logo considerado um ataque à democracia, à liberdade, ao orçamento de estado, às obrigações do trabalho para alguns e à independência da nação.

 

Mas, e por outro lado, os EIS coabitaram, desfazendo-se em simpatias, com os mais diversos tipos de invertebrados: desde membros efectivos da hecatombe financeira, até a jogadores indispensáveis da rede de "sucateiros" (que me desculpem os sucateiros honestos), passando por professores que se aproveitaram de vazios de poder para darem largas ao mais despudorado dos oportunismos. A estes, os EIS nada criticaram. Entraram, recentemente, no estado de desejar-apenas-que-caiam.

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