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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

o tempo, as frases e as verdades

02.01.11

 

 

 

 

 

O Público escolheu algumas frases proferidas durante o ano de 2010 sobre o acordo financeiro entre os sindicatos e o ME. Na altura antevi: acordar matérias financeiras e deixar de fora a suspensão do monstro da avaliação, as alterações ao modelo de gestão, a eliminação da tralha burocrática ou a injusta situação de muitos contratados era fazer o jogo do governo. Mesmo sem bola de cristal, previam-se congelamentos "inevitáveis" de salários para combater a bancarrota; afinal, foi esse o único erro dos chamados teimosos e pessimistas: os salários vão ser cortados e os contratados despedidos.

 

Leia as frases escolhidas.

 

 

"Considerei urgente devolver a serenidade às escolas para que todos se possam melhor concentrar no que é essencial: a aprendizagem dos alunos."

Isabel Alçada, ministra da Educação, 8 de Janeiro 2010

"Tive sempre a convicção profunda de que era possível chegar a uma solução em que os professores se revissem." Idem

"Toda a gente no país que tem a ver com educação sentia que não era possível manter por mais tempo este clima, que era necessário virar a página e olhar em frente (...)"

Alexandre Ventura, secretário de Estado da Educação, 8 de Janeiro 2010

"Já tinhamos saudades de uma boa negociação. Há quatro anos e meio que não sabíamos o que era isso."

Mário Nogueira, líder da Fenprof, 8 de Janeiro 2010 

"Percebemos que já não havia margem de manobra para mais. E os aspectos positivos pesavam mais do que os negativos. Não ficávamos bem com a nossa consciência, tendo a possibilidade de servir os interesses de milhares e milhares de professores, de não aproveitar esta oportunidade."

Idem

"O nosso objectivo, no dia 8, era chegar a um acordo e fazer tudo por isso. Mas tinha que ser um acordo que permitisse aos professores passar para uma situação melhor."


João Dias da Silva, líder da Federação Nacional dos Sindicatos de Educação, 8 de Janeiro 2010

"Durante o primeiro semestre de 2010, a estratégia do ministério e dos sindicatos foi a de acalmar as escolas com a promessa de que seria possível algo mais do que aquilo que estava escrito no acordo. Ao perceber-se, já no final do ano lectivo, que nada disso iria acontecer, a generalidade dos professores sentiu-se enganada."

Paulo Guinote, professor, 29 de Dezembro 2010

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