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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

imaginação

20.12.10

 

 

Encontrei o pequeno texto que vai ler a seguir num comentário, do livresco, a um post do Paulo Guinote. O assunto que promete fazer correr alguma tinta prende-se com a eterna ameaça de revolta dos directores escolares, outrora, em grande parte, presidentes de Conselhos Executivos que anunciaram repetidamente que se demitiam se não os agarrassem.

 

O governo tem sido o primeiro incumpridor da lei que produz. Faz tábua rasa dos Conselhos Gerais quando decide interromper os seus mandatos. São raros os Conselhos Gerias que recorrem para os tribunais.

 

O comentário que escolhi relata uma impressão que constatei logo em 2007. Existe um conjunto alargado de pessoas ligadas ao partido do governo que defende que quem dirige as escolas não deve ser eleito. Deve ser nomeado pela Direcção Regional respectiva, de acordo com critérios de confiança política e técnica. À medida que ia ouvindo essas opiniões de militantes do PS, o meu espanto não parava de crescer; escrevo-o com toda a franqueza. Sei que essa desconfiança na autonomia é partilhada pelos partidos do dito centrão. É uma agenda em construção? É caso para dizer: tempos que estavam na domínio da imaginação.

 

"Escrevam o que eu vou dizer:

O objectivo é que os Directores venham a ser nomeados politicamente pelas Direcções Regionais…jobs for the boys.

Este Governo está-se nas tintas para o Conselho Geral – até o Conselho Geral vai ser reduzido a pó…

Nem o Estaline fazia melhor…

Mais: Os Directores que hoje o são – esqueçam – já “assinaram” a Vossa extinção…

Nem o cartão do PS Vos salva…"