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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

sós

01.11.10

 

 

Vi um debate televisivo entre o deputado europeu do PSD, Paulo Rangel, e o ex-ministro da saúde, Correia de Campos. Foi num dos canais de cabo e já passava da meia-noite. A certa altura, e inevitavelmente, Correia de Campos lança a avaliação de professores quando os argumentos da defesa do governo escapam entre os dedos.

 

Paulo Rangel definiu-se como um político atento às questões dos professores. Disse que discordou com a direcção do seu partido quando se permitiram algumas progressões salariais no ano de 2010. Para o candidato derrotado a presidente do PSD, havia outras matérias importantes para resolver.

 

Não sei da sinceridade das últimas afirmações que enunciei. Estamos cansados dos discursos que nos remetem para a acção missionária. Profissionais são apenas os outros. Os políticos profissionais, por exemplo, têm de ser muito bem pagos para resistirem ao apelo dos privados ou da corrupção; coitados.

 

Mas desde o modelo de gestão escolar ao conteúdo da avaliação e passando pelo inferno burocrático, há um mundo de matérias que ficaram persistentemente do lado de fora da mesa de negociação. Só pode ser por desconhecimento, tal a gravidade dos assuntos referidos.

 

Em 20 de Janeiro de 2010, escrevi assim: "(...)Ouvi, há tempos, uma bela entrevista na antena 2 da RDP. Dizia o entrevistado: "um diálogo é apenas um encontro de dois monólogos". Lembrei-me de Rilke e de uma das suas ideias sobre a condição humana: "estamos irremediavelmente sós".

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