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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

orçamento zero

29.10.10

 

 

 

Não temos remédio. A democracia está acorrentada pela cobiça. As nossas contas públicas estão reféns de interesses gananciosos. São muitos os que vivem na estratosfera financeira. Constituiu-se uma oligarquia que se auto-premeia financeiramente ao nível do mais bem pago que o planeta conhece. Depois há toda a corrupção descarada e que tem sido denunciada.

 

A democracia portuguesa necessita de um forte abanão. Se não há vergonha, e não há, tem de haver outra coisa qualquer. Basta percorrer as notícias para abrir a boca de espanto. A lama salpica para todos os lados. Dá ideia que as vozes que se esperavam, e que não se ouvem, estão também amarradas ao que existe.

 

A notícia sobre Guimarães capital europeia da cultura 2012 deixou-me perplexo com os números financeiros. Leia com atenção. Os salários chocam. Há um antigo presidente da República - que ainda recentemente me fez escrever assim: "quando vejo dois ex-presidentes elegerem a avaliação de professores como um dos principais exemplos da coma que atingiu o país, entro no estado de "permanente" abanar de cabeça e convenço-me que não temos solução. É falência pela certa" - que preside ao Conselho Geral do evento com uma senha por reunião que é cerca de metade do salário mensal de um professor contratado. Não. Não é só o imobiliário internacional e a globalização. As tais PPP´s, e o desbaratar do dinheiro comum para benefício de assalariados do regime, levam uma fatia decisiva. E nem me falem em inveja.

 

A proposta de orçamento zero é vital e urge. Trata-se de salvar a democracia.

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