mais uma vez
No espaço de ano e meio o governo e os sindicatos de professores romperam dois acordos. O primeiro, em 2008, chamou-se entendimento e incluía, pasme-se ou não, a aplicação do monstro da avaliação dos professores na sua primeira versão. A sua inexequibilidade e a revolta de quem estava na escola acelerou o rompimento.
No início de 2010 a história repetiu-se com uma nova ministra. Fez-se um acordo financeiro. Desde logo se constatou que estava destinado ao fracasso. Os dados da crise financeira só não convenciam quem se sentava na mesa de negociação.
O que mais impressiona é a ausência de discussão em matérias fundamentais e que não são "financeiras". Da gestão escolar ao conteúdo da avaliação, passando pelo estatuto da carreira docente, nada parece preocupar verdadeiramente os sindicatos. Esta é uma boa altura para negociar essas matérias.
