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Correntes

em busca do pensamento livre

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munich

03.03.06
munich.jpg Entrei cheio de curiosidade e saí satisfeito com o que vi. Com a duração de quase 3 horas, o último filme de Steven Spielberg chama-se Munich e começa com os acontecimentos violentos que se verificaram durante os Jogos Olímpicos de Munich, em 1972. Como muitos se lembram, um grupo de palestinianos, denominado “setembro negro”, raptou - em plena aldeia olímpica - e acabou por assassinar onze atletas israelistas que participavam nos referidos jogos. Steven Spielberg parte do trágico acontecimento, para filmar - com base em intensas e polémicas recolhas de informação - à volta de uma vingança israelita. Depois dos acidentados jogos olímpicos, as altas esferas israelistas resolvem eliminar os palestinianos promotores e executores do horrível atentado. Criam uma equipa de 5 homens, liderados por um jovem adulto educado na mais completa crença na “ideia” da nação israelita. Escolhido com todo o rigor, o jovem recebe a palavra sábia da primeira ministra de israel, Golda Meir: “as civilizações devem perder, por vezes, os seus princípios mais sagrados”. Deixa a sua jovem mulher em plena gravidez e parte rumo à acção. O resto, só vendo, claro. Sem desvendar nada de importante, não deixo de referir que o jovem lider termina debaixo do mais profundo cepticismo. Tenho uma grande admiração por este realizador. O Tubarão, Indiana Jones e a grande cruzada, ET - o extra-terrestre, a lista de Shindler, eu sei lá... é quase interminável a lista dos seus filmes fascinantes. Neste Munich, há quem diga que Steven Spielberg toma partido contra a causa israelita. Talvez. Leio no filme coisas tão óbvias que até assusta a sua infindável recorrência: violência gera violência; elimina-se um adversário e ele é imediatamente substituído; quem mata a primeira vez pode insensibilizar-se a tal ponto que passa a matar de modo ainda mais gratuito e impensado; as famosas “máquinas humanas de matar” não passam de... humanos à procura do seu lugar no amor. Pátria: a palavra chave. Já pensou, meu caro leitor, como seria a sua vida se não tivesse uma pátria? Ah, fui ver o filme às novas e excelentes salas de Santarém. Para quem vive nas Caldas da Rainha, percorre 40 kms e não os 80 kms para chegar a Lisboa. 20 minutos sempre em auto-estrada. Aconselho. Paulo Guilherme Trilho Prudêncio.

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