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Correntes

em busca do pensamento livre

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bibliotecários para a sala de aula

16.10.10

 

 

O bom programa da rede municipal de bibliotecas alargou-se, ainda no século passado, às bibliotecas escolares.

 

Teve uma virtude fundamental: o financiamento adequava-se a cada projecto e o investimento era feito directamente pela escola e não pelas DRE´s ou pelos serviços centrais. Daí o seu sucesso inicial. Depois, e como é comum à traquitana do ME, transformou-se num amontoado de má burocracia. O monstro da avaliação dos professores, o tal dos mil descritores, tinha um concorrente feroz na avaliação das bibliotecas. Dá ideia que, e como não têm sala de aula, os bibliotecários aguentam tudo o que é má burocracia. Se pensarmos bem na utilidade central de uma biblioteca para o plana estratégico de uma escola ou agrupamento, nada impedirá que os bibliotecários sejam professores com actividade lectiva e que se libertem do fornecimento de informação inútil aos serviços regionais e centrais.

 

Este é um bom exemplo para explicar a lógica dos cortes que se estão a verificar. Em vez de se eliminar a traquitana burocrática que está montada, vai-se apenas ao elo mais fraco; com ou sem razão.

 

Bibliotecários vão ser obrigados a dar aulas

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