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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

factos

04.10.10

 

 

A discussão à volta do futuro nas políticas da Educação tem de ser feita e isso remete-nos para a defesa intransigente do poder democrático da escola. Esta e outras causas devem elevar-se em relação aos interesses partidários.

 

Os factos falam por si. Os últimos cinco anos foram desastrosos e este PS é o primeiro responsável.

 

Em nome de alguma clarificação, importa perceber o comportamento das restantes forças políticas. O PSD é acusado, e bem na minha opinião, de ser um apoiante dos diplomas fundamentais. E nem vale a pena recuperar as agendas escondidas das diversas personagens: é suficiente apresentar os dados conhecidos. Acredito que algumas nuances seriam diferentes e que é difícil igualar a escola a tempo inteiro de Maria de Lurdes Rodrigues ou a veia monstruosa de burocracia de Valter Lemos.

 

Gestão escolar, estatuto da carreira e avaliação de professores eram diplomas consensuais entre o PS e o PSD. As variantes estavam em ínfimos detalhes. Os governos de Durão Barroso e de Santana Lopes só não tiveram tempo. O primeiro enunciou os princípios dos diplomas. Cavaco Silva, com David Justino como assessor, esteve sempre do lado de Maria de Lurdes Rodrigues. Marques Mendes meteu a gestão escolar na agenda e Manuela Ferreira Leite só se opôs quando a derrocada entrava pelos olhos dentro e os votozinhos falavam mais alto.

 

Na campanha para as eleições legislativas de 2009 o governo fez o despesismo que se sabe. Depois de se conhecerem os resultados eleitorais, o PSD teve a oportunidade de suspender a avaliação do desempenho dos professores. Não o fez, e pasme-se, com o argumento de permitir as progressões na carreira, quando a crise financeira já estava cansada de ser ordem do dia. Mais tarde veio denunciar, escandalizado, o acordo com os sindicatos quando a matéria financeira tinha sido alterada com o seu apoio. Espantoso, no mínimo.

 

E por que é que o PSD tem este comportamento? Porque a sobranceria anti-zecos é comum a estas forças e a accountability carregada de má burocracia é também da escola do PSD. Estavam tão decididos, tão comprometidos com o mainstream da bolha imobiliária, e tão estonteados como o governo. E continuam. E também não são confiáveis.

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