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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

ninguém quer explicar

03.10.10

 

 

 

 

O que é que aconteceu entre o último PEC e o recente anúncio de corte nos salários e de aumentos de impostos? Por que é que estão tão caladinhos os actores do arco da governação e só se dá ouvidos aos economistas do regime?

 

O processo irlandês dá pistas acertadas. O bolha imobiliária não pára de sugar recursos financeiros aos estados e não se sabe o que é feito desse capital.

 

É certo que o estado social tem problemas financeiros. Basta olhar para o desequilíbrio no sistema e valor das reformas ou pensar na natalidade e na demografia. Mas que ninguém escamoteie: as causas da crise financeira são sobejamente conhecidas e bancos como o BCP, o BPN ou o BPP são parte do problema.

 

Mas mais: as parcerias público-privado interessam a quem? Ao arco da governação e à sua clientela e ponto final.

 

O país não aguenta mais este estado de depauperação. Já não se duvida que a corrupção em Portugal é uma praga.

 

Quem lê alguma blogosfera fica com a sensação que tudo isto mais parece uma história de santos e pecadores.  Santos à direita e pecadores no PS e na esquerda.

 

Resumamos: o financiamento partidário é uma selva e há muitos bolsos individuais a fazer das suas. O economista Silva Lopes afirmou que há gestores a receberem dinheiro vivo em descarada fuga aos impostos. Sabemos quem se passeia na sombra deste PS, mas também conhecemos quem se passeou, e passeia, na órbita deste e do outro PSD (Cavaco Silva que o diga) e a passagem do CDS pelo poder em três anos desta década foi ainda pior do que aquilo que se suspeitava.

 

O Paulo Guinote, neste post, é muito acertado com o ambiente político à volta da Educação.

 

"(...) O apoio aos professores e às suas causas era sincero ou uma táctica destinada a potenciar a erosão do PS?

Afinal estavam a favor dos professores ou apenas contra o PS? Eu sei a resposta há tempo suficiente e só a coloco aqui e agora porque os flik-flaks e rodopios de alguns notáveis começam a dar demasiado nas vistas… Porque já há quem recupere o ideário pré-2005-2006 em passo acelerado e se preste a apontar isso como sinal de coerência…

Ahhh… e não me venham com a treta do interesse nacional, que esse, coitado, não teve Novas Oportunidades e não transita da cepa torta há muito."

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