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Correntes

em busca do pensamento livre

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4 comentários

  • Ufa, onde já vais. Bem, parece-me que as tuas preocupações no presente situam-se no domínio da importante discussão sobre as idelogias políticas. O meu registo era outro: "mas tudo está ligado a tuda e nada está solto de nada" - não me lembro onde li isto - . Abraço
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    23.10.07

    Comecei com uma leitura à letra do Miranda: sempre que a ciência aprofunda um facto encontra a desordem. A terra anda à volta do sol e disso se faz a nossa ordem, a imutável sequência dos nossos anos. Mas, quando tentamos localizar uma partícula dentro do núcleo de um átomo, temos leitura contraditórias que nos parecem querer dizer que ela se encontra em vários locais ao mesmo tempo.
    Vejamos a forma dum país que é uma coisa estável e clara. Nalguns sítios é claramente curva, noutros recta. Ampliemos um sector e onde havia curvas, aparecem rectas ou o inverso, em todo o caso, linhas quebradas! Se formos a medir a costa em mapas de várias escalas encontraremos valores que aumentam sempre que diminuímos a escala. Contudo, esse aumento infinito, ocorre sempre dentro de um certo intervalo, como numa árvore em que cada nova geração de ramos tem metade do comprimento da anterior. Se o primeiro ramo tiver 1 metro, e prolongarmos indefinidamente a copa, sabemos que ela nunca terá mais de 2 metros, mesmo no infinito! Lição de Mandelbrot, teórico do Caos.
    Portanto, coisas limitadas que nunca acabam e que contudo têm formas e extensões definidas para nós.
    O mesmo acontece em termos sociais e políticos, o medo, o sentimento de insegurança podem-nos fazer abraçar soluções de ordem, de justiça que querem tudo controlar e tudo medir.
  • Brilhante. Abraço.
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