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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

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metas

22.09.10

 

 

Já vimos tanta desfaçatez e mesmo assim ainda nos surpreendemos. Estoicismo em elevado grau; só pode ser. O exercício das metas de aprendizagem protagonizado pela ministra da Educação é mais um monumento ao eduquês e ao monstro burocrático. É anunciado de modo central e o único sistema de informação associado é o conhecido amontoado de reuniões e o corte de árvores sem dó nem comiseração. É mais do mesmo, por muito que se considere repetitiva a asserção.

 

Num sistema caótico na gestão da informação, a intenção só pode nascer de uma cabeça que vive na estratosfera. É claro que os programas disciplinares têm de ser revistos e que devem integrar uma rede de aferição de conteúdos nucleares e de metas de aprendizagem. Mas esse é um problema técnico e não pode entrar nas prioridades discursivas de um sistema escolar tão ausente da sociedade, com números altíssimos de abandono escolar e com graves problemas de afirmação do poder democrático da escola pública. Uma questão de hierarquia e de prioridades; metas, portanto.

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