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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

inimigo número um

13.09.10

 

 

O inimigo número um do sistema escolar é a pressa. Se tudo correr normalmente, um aluno tem dezoito ou dezanove anos de escolaridade até entrar no mercado de trabalho. Numa sociedade imediatista tanto tempo é uma tragédia. Os portugueses associam a esta dispensa de mediação uma nova característica: o armazenamento de crianças. É uma combinação que põe a consciência da sociedade em polvorosa e que requer, para seu alívio, a introdução de constantes mudanças no sistema; uma espécie de catarse. Anda-se muito e depressa para não se sair do mesmo sítio ou mesmo para recuar. As décadas passam e as incoerências aumentam.

 

A vaidade é outra das valências que se evidencia na agitação. Não raramente se dá lugar a projectos radicalmente novos e que fazem tábua rasa do que existia. Merecem sempre uns aplausos iniciais seguidos de uma brusca, e zangada, indicação da porta de saída.

 

Por muito que custe aos financeiros que tomaram conta do sistema escolar nesta primeira década do milénio, também aí a pressa faz das suas e apresenta resultados contraditórios. Quase sempre um corte apressado e impensado provoca mais tarde uma despesa mais elevada do que a que se pretendeu reduzir.

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