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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

existir

31.08.10

 

 

 

 

 

 

 

Por mais que se advogue a participação dos cidadãos no espaço público, as organizações políticas e sindicais ocuparam-no nestas três décadas e tentaram anular as tentativas de emancipação. O que apareceu foi engolido ou transformou-se numa caixa de ressonância.

 

O ano de 2008 marcou, em Portugal, uma viragem com a mobilização dos professores. Deveu-se a dois factos incontroversos: um conjunto incompetente de políticas e o surgimento da blogosfera e de novas formas de comunicação. Isso fez tremer o que existia. Recordo que, em 2008, o governo e a plataforma de sindicatos de professores (e só o equilíbrio da plataforma dava um longo texto; exceptuando uma boa parte da Fenprof, e umas franjas minúsculas da FNE, os restantes sindicatos são só coreografia) assinaram um entendimento, recheado de políticas inaplicáveis e brutalmente injustas, que os professores presentes na rede denunciaram e quase destruíram.

 

A presença que acrescenta espaço à agenda e que reflecte para além do mainstream é difícil. Para sobreviver tem de centrar a sua acção na discussão de políticas, deve tratar de igual modo os sujeitos da realidade e desprezar as versões maniqueístas que defendem uma qualquer superação ética. No caso das políticas da Educação, o debate, e a discordância ou a concordância, deve envolver em primeiro lugar o governo. Mas os partidos políticos, as organizações sindicais, os órgãos de comunicação social, as diversas estruturas associativas e os parceiros da rede não podem beneficiar de um qualquer estatuto acima da crítica e da discussão de ideias. Trata-se do avanço da democracia e da liberdade; do direito a existir.

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