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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

contradições

22.08.10

 

 

 

 

Tenho uma cidade da primeira linha das emoções, Maputo, e umas seis da segunda linha: Chaves, Porto, Coimbra, Leiria, Lisboa e Caldas da Rainha. O que se passa por esses sítios não me deixa indiferente.

 

No início do mês de Agosto estive à conversa com um dos responsáveis pelos novos desenhos da rede escolar. Formado em planeamento pelo Instituto Superior Técnico e residente em Lisboa. Referiu com entusiasmo o trabalho que foi feito na cidade de Chaves e elogiou a disponibilidade do presidente da Câmara Municipal para encontrar as melhores soluções para a população do concelho. Daí resultou que das 82 escolas de primeiro ciclo em 2006, o concelho tenha neste momento 18. Chaves foi mesmo o segundo concelho mas activo, a seguir a Lamego, na lista das 701 (números pouco rigorosos) que não abrem em Setembro.

 

Fui professor durante três anos em Chaves e tenho família que reside por lá. Quase todos os anos faço uma visita à cidade. Este verão não fugiu à regra.

 

Os dois últimos presidentes de Câmara, o actual do PSD e o anterior de PS, eram professores na escola onde fiz a profissionalização em exercício. Pelos vistos, existiu concordância com a solução que foi encontrada.

 

Nas conversas com os residentes em Chaves, não ouvi uma opinião favorável a este encerramento a eito. Bem pelo contrário. Queixam-se que as famílias optam por abandonar as aldeias para que as crianças não tenham que se deslocar diariamente para os centros escolares. E esta concentração populacional começa a deixar marcas.

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