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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

fim da escola

23.07.10

 

 

 

 

Quando se aplica um conjunto estruturado de políticas de forma obstinada, e se ainda por cima se beneficia de um apoio generalizado e sustentado numa maioria absoluta, os resultados podem ser desastrosos e difíceis de reverter. O sistema escolar português não pára de ser alvo do apetite de reformadores iluminados e sabe-se como o nome feminino reforma encanta os ouvidos de quem tenta fazer opinião; ficam tão fascinados que deixam de raciocinar; depois passa-lhes, mas por norma já é tarde.

 

Os últimos cinco anos continuam a marcar de forma negativa a vida do poder democrático das escolas. Nas políticas tayloristas escolhidas, a intenção primeira foi a de cortar o ainda incipiente caminho das autonomias escolares, como se pode ler aqui. O objectivo de transformar os edifícios escolares em terminais de uma rede que teria como único servidor os serviços centrais do ME, foi atingido com a publicação do decreto-lei 75/2008. Este malfadado arremesso de pesadelos extermina qualquer veleidade de se afirmar uma cultura organizacional que permita afirmar a excelência com base no poder democrático das escolas.

 

Este documento, de hoje, do ME usa o eufemismo agregação das unidades de gestão para designar os conhecidos mega-agrupamentos. Seria também correcto que se designasse este objectivo por suspensão da ideia de escola até que entre pelos olhos dentro dos portugueses o que há muito se sabe: associar a ideia de grande escala com cultura organizacional só cabe na cabeça de quem nunca geriu uma escola.

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