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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

gestão por decreto

21.07.10

 

 

 

 

ME despachou a propósito da organização de reuniões nas escolas. Pelo que fui lendo, o despacho foi pertinente e oportuno o que só nos pode envergonhar como sociedade.

 

Ora, em pleno século XXI isto demonstra várias coisas: que a organização não é um valor precioso em Portugal e que quando em 1998 se instituiu a ideia de que quem se podia candidatar aos órgãos de gestão escolar tinha de ter mandatos realizados ou formação especializada cometeu um erro tremendo de afunilamento de opções. Qualquer dos pressupostos exigidos está longe de ser relevante.

 

Encontrei no blogue Terrear uma pérola num tom irónico que muito aprecio. Para o editor do blogue, as ideias inscritas no tal despacho (ponderação da necessidade da reunião; hora de início e de fim; e agenda) vão exigir, em muitos casos, uma reunião prévia à reunião.

 

Diz o artigo 6 A do Despacho n.º 11120-B/2010:

1 — A marcação e realização das reuniões previstas no n.º 2 do artigo 2.º do presente despacho e da alínea c) do n.º 3 do artigo 82.º do ECD deve, para o reforço da sua eficácia, eficiência e garantia do necessário tempo para o trabalho dos docentes a nível individual, ser precedida:
a) Da ponderação da efectiva necessidade da sua realização e da possibilidade de atingir os mesmos objectivos através de outros meios, desde que não se trate de matérias que careçam legalmente de deliberação do órgão em causa;

b) De uma planificação prévia da reunião, estabelecendo as horas de início e do fim e com ordens de trabalho exequíveis dentro desse período;
c) Da atribuição aos seus membros trabalho que possa ser previamente realizado e que permita agilizar o funcionamento dessas reuniões;
d) Do estabelecimento de um sistema de rigoroso controlo na gestão do tempo de forma a cumprir a planificação.

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