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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

tanto faz?

20.07.10

 

 

 

 

A empresa como organização tornou-se a referência nas últimas décadas e formatou as mentes. Alguns cérebros não conseguem mesmo sair do registo taylorista (uns poucos pensam para que muitos executem) que foi experimentado com toda a força no Japão do pós-segunda-guerra e que já nem os próprios nipónicos aplicam ou aconselham. A ideia antiga e algo abafada de uma "face que dê a cara" é risível para as empresas do mundo civilizado (mesmo para as que têm um produto materialmente mensurável) quanto mais para as outras. Risível para a organização, mas não para os publicitários. Os produtos têm de ser vendidos, mesmo aos cérebros abafados.

 

A escola-organização tarda em assumir socialmente uma carta de alforria. E isso é trágico porque fica ao sabor dos mais variados e desqualificados ventos. A escala da escola pode assemelhar-se à de uma empresa: uma pequena escola de primeiro ciclo como uma empresa familiar, um centro escolar como uma pequena empresa e as escolas de segundo e terceiro ciclos e de ensino secundário como médias empresas. Qualquer que seja o sistema administrativo em que estejam inseridas, essas escolas necessitam de uma cultura organizacional que lhes permita sobreviver numa qualquer lógica de sociedade e muito mais num ambiente de quase-mercado. Precisam de gestão à séria e autónoma. Tendo em consideração os estudos conhecidos, impõe-se que vivam em ambiente democrático e que seja dessa forma que se afirme o seu poder. Só afirma o contrário quem não estuda estes problemas ou quem tem alguma vergonha da democracia.

 

Para o momento que estamos a viver na rede escolar e no modelo de gestão do sistema português, parece-me oportuno o parágrafo que fui buscar a um post do Ramiro Marques que pode ler aqui.

 

"(...)O ProfBlog tem-se limitado a descrever o processo de criação de mega-agrupamentos. Não me parece que, tendo em conta a ausência de democracia nas escolas, faça uma grande diferença o tamanho dos agrupamentos, embora tenha sérias dúvidas sobre as vantagens pedagógicas de reunir na mesma unidade de gestão realidades tão diversas como o jardim-de-infância e a escola secundária. Estou curioso por saber como é que estes 100 super-directores vão conseguir gerir realidades pedagógicas e curriculares tão díspares.(...)"

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