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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

eduquês, quase cinco anos depois

18.06.11


Nuno Crato é professor de Matemática no Instituto Superior de Economia e Gestão, em Lisboa. O seu livro “o eduquês em discurso directo” tem-me acompanhado durante dias: leio, reflicto, formo opinião, concordo e discordo. Inscrevem-se alguns dos aspectos fundamentais que têm feito parte do vasto património da docimologia.
A investigação em Educação é uma parte da pesquisa sobre o conhecimento humano. Trata-se de perceber a melhor maneira de ensinar e de tentar compreender como é que cada um processa a aprendizagem. Árdua tarefa e aliciante desafio, tão labiríntico como as descobertas a propósito do genoma humano. A quase ignorância sobre o modo como se aprende, não nos pode levar a uma maré de incertezas: há que detalhar primeiro e escolher depois, uma vez que milhões de aulas são leccionadas todos os dias.

Há ainda outro princípio: não se deve considerar que uma corrente pedagógica foi, em qualquer tempo, generalizada. Por aquilo que a experiência me diz, as discussões à volta das correntes passam ao lado das escolas e dos seus actores. O modo de se tentar perceber a totalidade, é considerar que cada indivíduo é uma singularidade: para o bem e para o mal.

Mas voltando ao livro, e àquilo que de mais interessante retiro, saliento uma ideia que está escrita mais ou menos assim: a educação escolar está cheia de lugares-comuns, alguns de uma gritante inadequação, com as naturais relevâncias: interdisciplinaridade como locomotiva curricular para crianças e jovens que pouco sabem ainda sobre cada uma das matérias ou que se pode aprender sem esforço e sem trabalho.
(1ª edição em 18 de Novembro de 2006)

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