Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

obama e a educação

20.04.10

 

 

Diz o Público de hoje, aqui, que Obama tem os níveis de popularidade presidencial mais baixos dos últimos 50 anos da história norte-americana. Todavia, quem ler a peça na edição impressa pode tirar outras conclusões.

 

Acompanhei com emoção a eleição de Barack Obama. Tenho consciência que a geometria política do lado de lá do Atlântico é muito diferente: o que aqui se chama de esquerda, nos EUA seria considerado um perigoso devaneio comunista (quem não se lembra do famoso Macartismo? Pode ainda saber mais sobre a assunto se vir este excelente filme). Embora, e pelo que li na edição impressa, haja estados onde o partido de Obama assiste a uma disputa interna protagonizada por uma ala esquerda que até aqui se manifestava envergonhadamente.

 

Tenho acompanhado a política para Educação do governo de Obama. Desde logo pelo óbvio, mas também porque o secretário da pasta é um ex-NBA - com uma passagem pelo basquetebol australiano - e um defensor de algumas das nefastas políticas projectadas pela OCDE e que Portugal tentou aplicar nos últimos cinco anos. Sei que partilhava, em Chicago, umas horas bem passadas a jogar basquetebol com Obama. É bom que se diga que as receitas comprovadamente neoliberais desta agência internacional foram oferecidas aos países europeus mas que só Portugal as aceitou e com os resultados desastrosos que se conhecem. Só este detalhe dava assunto para umas páginas.

 

Um das particularidades, para além da carga de má burocracia que preenche os cérebros que concebem os programas da OCDE, é o fecho das escolas equivalentes ao nosso básico e secundário que não beneficiam da preferência dos encarregados de Educação.

 

Nem sei o que vem por aí para Portugal. Podemos imaginar o que seria se se estabelecesse um programa semelhante. Fechar as escolas públicas não escolhidas e privatizá-las. No mínimo dos mínimos, haveria que responsabilizar os mentores comprovados do empurrão que conduziu muitas das escolas públicas portuguesas a este estado de sítio.

 

 

Professores nos EUA são cada vez mais pressionados. E não gostam

 

"A crise já levou ao aumento do número de alunos por turma, nuns casos, e à redução do leque de disciplinas, noutros. Isto num contexto em que Obama quer mais exigência, mais avaliação e até o fecho das escolas com piores resultados. Os professores não querem ser "o bode expiatório" do sistema. Por Bárbara Wong, em Washington DC.(...)"

2 comentários

Comentar post