Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

Escolas portuguesas no estrangeiro

05.04.10

 

 

Os posts dos últimos dias foram programados uns tempos antes. A necessidade de descansar é imperativa. Se é certo que tenho todo o gosto em manter este blogue, também é seguro que a sua manutenção diária é uma tarefa exigente. Há muitos temas que me despertam a curiosidade e escrever é uma actividade que me dá prazer. O mais difícil é abordar assuntos que possam interessar quem passa por aqui e que sejam actuais. A procura da actualidade é talvez a obrigação mais cansativa.

 

Estava a ler a edição impressa do Público quando dei com a notícia que pode ler aqui e que se refere a um grupo privado português, a cooperativa GPS, que pretende investir no espaço da lusofonia e que tem alargado em Portugal, e de modo exponencial, a sua rede de escolas particulares e cooperativas. Já escrevi por diversas vezes: não concordo com a privatização dos lucros no ensino básico, muito menos com os financiamentos provenientes do orçamento do estado. Num país em que há imensas turmas sobrelotadas, escolas com milhares de alunos e famílias com tantas carências, é quase chocante que não se façam todos os esforços financeiros para a elevação do patamar qualitativo.

 

No concelho em que resido, e já escrevi sobre este assunto por diversas vezes na comunicação social local, a sobrelotação das escolas básicas e secundárias atingiu níveis de rotura no início do século. Foi desenhada uma escola pública para o centro da cidade - o projecto de construção iniciou-se mas uma polémica com terrenos acabou numa choruda indemnização à empresa construtora - que nunca se concretizou e por alturas do governo do primeiro-ministro Santana Lopes nasceu dentro do perímetro urbano - proibido por lei - uma escola da cooperativa GPS. Foi tudo muito rápido. Quando li a notícia que linkei neste post, reparei que o secretário de estado da Educação e o director regional da Educação de Lisboa que participaram na polémica e apressada decisão são agora membros da referida GPS. Factos são factos.

7 comentários

Comentar post