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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

a desgraça da avaliação externa

01.04.10

 

 

 

Foi daqui

 

 

 

Já escrevi por diversas vezes e já tive a oportunidade de o dizer nos locais "próprios" e cara-a-cara: a avaliação externa das escolas portuguesas é uma desgraça, como pode ler aquidá um forte contributo para o mergulho na papelada inútil que alimenta o metabolismo das nossas escolas e atinge um pico descomunal no final dos períodos lectivos ou nas semanas que antecedem a presença dos ditos avaliadores - as fotocopiadoras costumam gemer de tanto fumegar -. Mas não se podia fazer de outro modo? Claro que sim; não só podia como se devia. Embora, e no que diz respeito à gestão escolar, remeter a avaliação externa para uma política de poupança vegetal, de saúde mental e psicológica, de eficácia organizacional e de respeito e confiança nos professores dê algum trabalho na fase inicial.

 

Mas foquemos o pensamento no cerne da questão. Dizia uma especialista em qualidade total da gestão das organizações e que tem trabalho realizado com a inspecção-geral da Educação, que as correntes actuais de avaliação externa sugerem que o fundamental é ir à procura do modelo organizacional, da sua coerência e eficácia, de cada instituição. Para além disso, devem estimular procedimentos modernos na gestão da informação e nunca o contrário - mas como se sabe, ninguém estimula o que desconhece -. O que acontece em Portugal é exactamente o contrário: a inspecção-geral define expressamente, e de modo impresso, o que quer obter para justificar a sua existência e as escolas ficam alienadas com a obtenção de informação que não utilizam e que repetem até à exaustão. Mas mais: para que nada falhe, os membros da direcção das escolas são avaliados pelo grau de proficiência na acumulação do desperdício e agora também na gestão do silêncio: uma tragédia, como se comprova no que pode ler a seguir.

 

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