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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

outsourcing

11.03.10

 

 

Foi daqui

 

 

 

Não me surpreendi e saiu-me um sorriso quando o orador apontou o Outsourcing (que é e foi predominante nas tecnologias da informação e nos respectivos sistemas) como uma das experiências que mais desvantagens associou ao mundo organizacional na modernidade e que mais contribuiu para a hecatombe da industria mais florescente desse período recente da nossa história: a financeira.

 

E ao questionar-me pelo meu sorriso disse-lhe que sempre considerei a opção pela fonte exterior (o Outsourcing) como que uma auto-certificação de incapacidade. O orador sorriu e anuiu.

 

Pois bem: o que de mais precioso uma instituição pode ter no seu coeur business é a liberdade de agir sobre os seus sistemas de informação. Se antes se dizia que quem conduzia uma organização era quem decidia sobre as finanças, hoje é correcto dizer-se que não se lidera sem se dirigir dois sistemas: o de informação e o financeiro.

 

O Outsourcing em sistemas de informação fazia sorrir o novo grupo de stakeholders das organizações modernas: os accionistas. O bem-estar destes investidores resumia-se aos lucros obtidos, que subiam sempre que havia uma redução dos recursos humanos. Essa decapitação cerebral levou a que a decisão sobre os detalhes da informação a obter passasse para fora, por mais partilhado que fosse o período de análise dos sistemas; os decisores do exterior podiam sempre responder: "é uma boa ideia realmente, mas é impossível de concretizar".

 

E essa dependência do exterior na definição da informação que deve ser obtida na rede para suporte à tomada de decisões revelou-se fatal e está generalizada. São poucas as administrações que têm condições (de conhecimento ou de vontade) para definir verdadeiramente os campos da informação, mas é seguro que as que o fazem fogem de imediato da mediania e são as únicas capazes de alavancar as suas organizações.

 

E o fenómeno Outsourcing pode não ser requerido apenas no lado de fora. Conhecem-se inúmeros exemplos em que indivíduos recém chegados a uma organização, e apenas porque se encontram habilitados em sistemas de informação, se vêem abruptamente catapultados para a definição da filosofia de gestão da informação das suas organizações com a consequente e exclusiva responsabilidade pelos resultados; principalmente se forem negativos.