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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

alunos assustados

04.03.10

 

 

 

 

Foi daqui

 

 

 

 

 

Faz tempo que escrevi assim: "(...)Vem isto a propósito de outro clássico da vida das sociedades: a recuperação da autoridade (por parte dos adultos em relação às crianças e aos jovens) na vida das escolas e não só, claro. No que se refere ao quotidiano das nossas escolas, pode dizer-se assim: a autoridade é também um direito do aluno; de todos os alunos, salientando-se que nesse grupo estão incluídos os que têm mais vontade em aprender. E isso, o exercício da autoridade, deve acontecer com os professores mais capazes de liderar e com os professores menos capazes de liderar. E por mais voltas que dermos, tudo começa na casa de cada um. Quando não começa, a escola tem de o impor: com regras simples e claras e sem tibiezas. Mas, para isso, a escola não pode estar só nem a tempo inteiro: é isso que as crianças e os jovens esperam e desejam."

 

E noutro dia escrevi o seguinte: "Há muito que se percebeu que este estatuto do aluno desautoriza os professores e que não trata a relação entre o professor e o aluno como uma ligação pedagógica entre um adulto e uma criança ou jovem, mas como uma situação judicial em que o professor é um juiz em quem o legislador não confia, o aluno um réu, a má burocracia o advogado de defesa e o encarregado de educação um estrangeiro em parte incerta."

 

E tudo o que ficou escrito pode também aplicar-se à relação entre os alunos. O que assusta é tropeçarmos com o chamado bullying e vermos os adultos escondidos atrás de papéis, de relatórios, de relatores ou de processos e apresentarem como solução mais uma ficha ou grelha para ser preenchida em vez de decidirem pronta e exemplarmente.

 

E repito três asserções:

  • quem sabe de leis pode não saber de direito;
  • as escolas que mais progrediram fizeram-no à custa de uma "autonomia clandestina" que contornava as leis e os despachos;
  • a autonomia exige responsabilidade, coragem e projecto e não se chega lá apenas porque se decreta.
 
E, entretanto, a agenda mediática dá mais um sinal e um grito - e que grito -; aqui.

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