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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

esbanjar em ano de eleições

19.02.10

 

 

Foi daqui

 

 

 

Em 2008 as dúvidas em relação ao nosso défice orçamental oscilavam entre dois números: 2, 4 e 2,6 por cento. Em 2009 a incerteza instalou-se no seguinte intervalo: 8 e 10 por cento.

 

O que é que se passou em apenas doze meses para que a derrapagem atingisse estes valores?

 

Aumentos salariais? Não, sabe-se que não. Houve aumentos, 2,9 em média, mas a causa está longe de se esgotar aí. 

 

Então, que raio é que se terá passado? Injecção de capital em bancos falidos, lufadas de oxigénio em empresas sem mercado, reanimação da economia nacional, abaixamento drástico da capacidade para arrecadar impostos e reforço da segurança social. Ao que me dizem, algum deste oxigénio (ou dióxido de carbono, depende do parâmetro) societal era imperativo.

 

Se olharmos para a crise financeira que se abateu sobre o mundo ocidental, temos que aceitar a inevitabilidade de alguns gastos. É compreensível. Mas devo confessar que me espantaram duas coisas: o volume e o ritmo das despesas e a surpresa com o défice que se atingiu. Mas, e afinal, estávamos à espera de quê?

 

Entre as matérias que referi, e se começarmos por pensar nos inusuais (foram os únicos nos últimos anos) aumentos salariais, podemos suspeitar que só se esbanjou assim porque o ano era de eleições e o movimento de roda livre agradou à finança descontrolada e à oposição que aspira governar.

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