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Correntes

em busca do pensamento livre

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conhecimento

07.12.09

 

 

Foi daqui.

 

 

A generalização dos motores de pesquisa de informação pela internet começa a ter história e a provocar preocupações nos que se inquietam com as aprendizagens das novas gerações. O google, por exemplo, é uma ferramenta poderosíssima para os adultos e muito questionável para os mais jovens. Ora leia a entrevista a Umberto Eco.

 

 

Umberto Eco. "O Google é uma tragédia para os jovens".

 

"(...) Sim, no caso do Google, ambos os conceitos convergem. O Google cria uma lista, mas no momento em que olho para a lista que o Google gerou, ela já mudou. Essas listas podem ser perigosas - não para os adultos como eu, que adquiriram conhecimento de outro modo -, mas para os jovens, para quem o Google é uma tragédia. As escolas deveriam ensinar a arte da discriminação. (...). A educação deveria regressar às estratégias das oficinas da Renascença. Aí, os mestres podiam não ser capazes de explicar aos alunos por que razão uma pintura era boa em termos teóricos, mas faziam-no de maneiras mais práticas. Olha, isto é o aspecto que o teu dedo pode ter e este é aquele que deve ter. Olha, esta é uma boa combinação de cores. A mesma abordagem deveria ser utilizada nas escolas quando se lida com a internet. O professor deveria dizer: "Escolham qualquer assunto: a história da Alemanha ou a vida das formigas. Pesquisem em 25 páginas web diferentes, comparando-as, e tentem descobrir qual tem informação importante e pertinente". Se dez páginas disserem a mesma coisa, pode ser sinal de que essa informação está correcta. Mas isso também pode acontecer porque alguns sites se limitaram a copiar os erros dos outros. (...)"

 

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