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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

tanto sócrates que até enjoa

07.11.09

 

 

Foi daqui.

 

 

Já se viu: o actual primeiro-ministro não desgruda e continua a sua obstinada saga "co-incineradora" usando como arma a avaliação dos professores. Este ps não aprende. Repare-se no renovado ministro Lacão que entrou a "matar" e regressou cambaleante sem saber bem o que fazer ao fim de meia-dúzia de dias. É até paradoxal como o chefe do governo, enquanto ministro do ambiente, defendia de forma determinada a eliminação de resíduos tóxicos e aparece depois a defender de forma continuada, e com unhas e dentes, uma solução monstruosa que se evidencia pela desflorestação sem limite ao estimular a inutilização de resmas e mais resmas de papel A4. Mas mais: o senhor Sócrates está omnipresente e não deixa os seus ajudantes respirar.

 

Ora leia a notícia que se segue.

 

 

Ministra da Educação começa negociações com sindicatos

 

"É a concretização da promessa de Sócrates feita anteontem no Parlamento de abrir de imediato uma ronda negocial sobre a carreira e avaliação dos professores: Isabel Alçada vai iniciar conversações com os sindicatos já na próxima terça-feira.

O Governo antecipa-se, assim, à discussão que os partidos da oposição querem fazer no Parlamento. Ontem, o líder da bancada do PSD, Aguiar-Branco, jogou a sua carta, ao convidar os restantes líderes parlamentares para uma reunião destinada a encontrar "uma solução" quanto à avaliação e à carreira dos professores.

Por seu lado, o PCP quis agendar o seu processo de suspensão do actual modelo mas não o pôde fazer, porque ainda não foram feitos agendamentos de iniciativas legislativas.

Para a ronda negocial com o Governo, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, já disse o que estará em cima da mesa. "Iremos colocar logo à cabeça um processo de revisão do estatuto para que, entre outros objectivos, seja alcançado o fim da divisão da carreira docente e a substituição deste modelo de avaliação por um que efectivamente seja sério e justo", afirmou Mário Nogueira. 

A questão dos prazos para encontrar uma solução para a avaliação começa a ganhar relevância: por um lado, os sindicatos dão conta de uma crescente impaciência dos professores face ao impasse, e por outro, a oposição quer resolver o problema antes da discussão do Orçamento de Estado, ou seja, antes do final deste ano. Este condicionamento pode ditar a que a proposta do CDS-PP seja feita sob a forma de projecto de resolução: tem apenas a força legal de uma recomendação ao Governo, mas uma vez aprovada pelo plenário não precisa de ser discutida em comissão parlamentar. Foi essa a solução jurídica adoptada pelo grupo parlamentar d""Os Verdes", que apresentaram um projecto de resolução em que recomendam a suspensão do sistema de avaliação e o início do processo de negociações com os sindicatos."

 

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