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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

os professores que lutaram têm motivos para sorrir

06.10.09

 

Foi daqui.

 

 

.... porque o actual governo deixará de contar com uma maioria absoluta; e isso é fundamental. Temos memória e sabemos como esse pormenor possibilitou que gente incompetente, arrogante e obstinada perpetrasse o mais vil ataque ao poder democrático das escolas desde o 25 de Abril de 1974. E isso acabou. 

 

Passo pelos blogues de professores e vejo algum desencanto por causa da vitória do chefe do governo. Compreendo-os. Mas deixando de lado as ligações mais partidárias, e raciocinando apenas na defesa do poder da escola pública, temos de sublinhar que o actual PS perdeu meio milhão de votos, a alternativa real de governo, o PSD, que foi um desastre durante quase toda a legislatura, chegando atrasado e sem convicção (e com um descarado oportunismo) aos problemas dos professores e mantendo uma agenda meio encoberta e envergonhada na ideia de privatização do ensino, continua abaixo dos 30% dos votos; mas mais: o PSD mostra-se um partido conflituoso, em estado de sítio latente, sendo governado por duas figuras sisudas e muito limitadas - ambas na presidência: uma no partido e a outra em Belém -.

 

Os partidos das franjas cresceram. Isso abala o voto estrutural no bloco central e é estimulante para a democracia e para a defesa do poder democrático das escolas. Por outro lado, e apesar deste PS, a esquerda continua a ter mais votos e mais deputados.

 

É evidente que há muito trabalho de casa a realizar: o bloco de esquerda necessita de fazer "delete" no seu actual programa e conceber uma coisa de raiz e com pés e cabeça; os tradicionais CDS e PCP mantém-se fiéis aos seus percursos - muito mais os segundos do que os primeiros -, mas falta aos comunistas a experiência governativa para que alguma alteração significativa aconteça. 

 

Por tudo isto, e se se quiser fazer uma análise atenta dos resultados eleitorais, os tempos que se avizinham são estimulantes e renovam a esperança dos professores que passaram os últimos quatro anos a lutar contra um pacote desastroso de políticas Educativas. Ficou tudo em aberto, quer parecer-me.

2 comentários

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    Vasco Tomás

    28.09.09

    O Governo de geometria variável que nos espera, tendo o CDS como braço direito de apoio básico em matéria educacional, vai comportar ganhos mas tem os seus riscos.
    No programa eleitoral deste partido, depois considerar "injusto" o actual ECD, "arrogante e redutor" o processo de avaliação dos professores, compromete-se no "CADERNO DE ENCARGOS" a uma:
    "4. Avaliação dos professores inspirada no modelo em vigor no Ensino Particular e Cooperativo.
    5. Revisão do Estatuto da Carreira Docente, com base na proposta por nós já apresentada, terminando com a distinção injusta entre professores e professores titulares".
    É a partir desta base que deve ser feita a contabilidade dos ganhos e das perdas, que não ocorrerão se os professores desenvolverem uma estratégia adequada à situação emergente
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