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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

corredores do ikea

19.10.11

 

 

 


 

 

 

(Reedição. 1ª edição a 6 de Setembro de 2009; Lembrei-me deste texto a propósito das causas da bancarrota e do vídeo que lhe acrescentei. Ou seja, pode ler o texto, de seguida vê vídeo e depois tira as conclusões.)

 


Impressiono-me quando vou a empreendimentos que envolvem milhares de pessoas em simultâneo, onde tudo está pensado ao pormenor e em que as visitas conseguem ser tranquilas. Aconteceu-me isso recentemente em duas organizações com funções diferenciadas: o renovado Louvre e uma das delegações do Ikea.

 

A primeira ida ao segundo foi por acaso e deixou-me pouco animado. Estou longe de ser um bricolage e o que vi não me persuadiu. Neste final de férias voltámos ao Ikea e apreciámos a coisa. A ideia do "design para todos" recordou-me os readymade e nomeadamente a obra de Marcel Duchamp, pareceu-me interessante e alguns dos produtos convenceram-me; bons preços, embora a requisição de mão-de-obra me tenha exigido umas boas sovas.

 

Numa das visitas parámos para um refeição ligeira. Escolhi um salgado e pedi para mo aquecerem. Resposta simpática e pronta: "no micro-ondas colectivo que está naquela mesa". Achei interessante e pensei logo na cultura sueca: eliminaram o analfabetismo no século XVIII e as tarefas domésticas são para todos.

 

A mesa que escolhemos tinha os tabuleiros do self-service em cima por desleixo dos inquilinos anteriores. Também se tinham esquecido de uma revista portuguesa que tinha o seguinte título: "mandatária da juventude do partido socialista só come cerejas se a empregada doméstica lhe tirar os caroços".

 

 


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