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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

é o efeito cata-vento ou é mesmo ilusionismo?

08.07.09

 

 

 

(encontrei esta imagem aqui)

Duplica percentagem de reprovações a Matemática nos exames do 12º ano 

e

Ministra responsabiliza comunicação social pela baixa a Matemática 

 

"A média do exame nacional de Matemática A, 12.º ano, desceu de 12,5 para 10 valores, tendo mais do que duplicado a taxa de reprovação à disciplina, segundo dados do Ministério da Educação hoje divulgados. Para a tutela este resultado traduz “menos investimento, menos trabalho e menos estudo” do lado dos alunos, na sequência da “difusão da ideia que os exames eram fáceis” por parte da comunicação social.(...)"

  

As declarações da ministra da Educação são realmente do nível estratosférico. Para melhor fundamentar o que vou escrever, fui buscar um texto que escrevi em Jullho de 2008 onde ainda recorro ao que já tinha escrito dois anos antes.

 

"Escrevi, em Julho de 2006, o seguinte noutro post sobre o mesmo assunto:

 

"Noutro dia dei com a senhora ministra da educação em pleno telejornal. Apressou-se a exibir o seu regozijo com a eficácia das aulas de substituição e com o "plano da matemática": dizia, eu ouvi, que já se notam os resultados: o sucesso nos exames de matemática do 12º ano, são, este ano, prova disso. Fiquei estarrecido. É grave: se uma ministra tem este atrevimento e revela tanta imaturidade científica e pedagógica, então, meu caro leitor, está tudo explicado. É escusado dizer, mas uma semana depois a senhora ministra é desmentida por mais dados: os alunos do 9º ano nunca tiveram resultados tão fracos nos exames de matemática".

 

  

Já não há muita pachorra. Desta vez digo ainda: a senhora ministra advoga, para justificar a melhoria dos resultados e quando confrontada com as teses do facilitismo, com o plano da matemática. Sabe-se que este plano tem dois anos de realização e está centrado no ensino básico: ora, se os alunos estão no 12º ano, é de todo impossível que tenham beneficiado deste tipo de medidas. E mesmo que o tivessem, melhorias asssim só por evento sobrenatural.

 

É grave. E depois já se sabe como é: basta passar pelos espaços especializados para ler inúmeros depoimentos de professores indignados com este tipo de demagogia. Estamos, realmente, num momento muito mau."

 

E não é que desta vez a culpa é também da comunicação social porque foi veiculando a ideia que os exames eram fáceis? Francamente. Que raio de coisa esta. Mas já se sabia: quem não sabe dos assuntos e ainda por cima governa ao sabor dos "spins" e da mediatização acaba sempre muito mal.

 

E não resisto a colar uma parte do comentário que a Maria José Andrade inseriu no post que pode ler aqui e que retrata bem o tipo de atmosfera organizativa que o ME teima em repetir para envolver as as actividades mais diversas.

 

"(...) Gosto do que me faz pensar. E de ver a floresta para além da árvore.
Mas não resisto a corroborar esta "tese" com o meu caso. Há muitos anos que dava aulas só no Secundário, mas devido ao Plano da Matemática fui "convidada" no ano lectivo 2007/08 a regressar ao 3º ciclo. Foi então que me apercebi da papelada infernal em que mergulhei, mesmo sem ser Directora de Turma (para estes nem se fala!). É inimaginável para quem não passa por lá, e para quem não é professor ainda menos! Nunca percebi para que serve tanto papel, que depois ninguém lê. Pelos vistos não é para perceber, é para fazer! Pois é!.(...)"

 

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