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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

rss da educação (42)

15.06.09

 

 

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

 

 

 

 

Mais de três mil docentes reformados desde Janeiro

 

 

"A corrida às reformas é notória entre professores e educadores ao serviço do Ministério da Educação. Um total de 3003 registos de Janeiro a Julho (já publicado em DR) significa um aumento homólogo de 36%.

A média mensal de docentes a pedir a reforma à Caixa Geral de Aposentações (CGA) eleva-se a 429, de acordo com as listagens publicadas em Diário da República (DR) relativas ao período que vai de Janeiro a Julho próximo. Olhando para os primeiros sete meses de 2008, conclui-se que a média andava pelos 315 pedidos mensais de aposentação, uma vez que o número global do período se elevava a 2206.(...)"

 

O êxodo continua: os professores que podem, e com maior ou menor penalização, abandonam o ensino. Há aqui qualquer coisa de premeditado por parte de quem exerce as funções governativas? Se pensarmos no silêncio que os actuais governantes fazem sobre a matéria e na não alteração das condições em que se realiza o ensino nesta fase tão conturbada, é caso para nos questionarmos: é isto que este governo quer e estimula? Pela minha parte não tenho grandes dúvidas em afirmar que sim.

 

 

Pais, tremam: as férias estão aí!

 

"As férias estão mesmo a chegar e as dores de cabeça dos pais também. Quem lhes dera ter também dois meses e meio de descanso, como os filhos. Ou talvez não! A verdade é que para a maioria dos pais é impossível gozar as mesmas férias que os miúdos. Por isso, o melhor é procurar alternativas que não seja ficar em casa.

Depois de nove meses de aulas, é tempo de não fazer nada, aconselha a psicóloga educacional Maria Dulce Gonçalves, do centro de psicologia Lispsi, em Lisboa. "O tempo de férias é um tempo para saborear o não fazer nada, é tempo de recarregar baterias e retemperar ânimos para o próximo ano lectivo", aconselha.(...)" 

 

 

Triste sociedade a nossa. Ausente e sem qualquer estratégia para garantir o necessário equilíbrio educativo; no que se refere ao tempo que as crianças passam com a família, sabe-se que corresponde a cerca de 60% da responsablidade no sucesso escolar.

Mas lemos o título da notícia e ficamos incrédulos com o estado a que chegámos na Educação das nossas crianças e dos nosso jovens: as famílias tremem com as férias dos petizes? Já não basta termos confederações de associações de pais e de encarregados de educação a só pugnarem por mais e mais escola a tempo inteiro e sem uma qualquer exigência à sociedade para que esta se organize no sentido de permitir aos encarregados de educação mais tempo disponível para as suas crianças, temos agora também um pavor declarado quando começam as férias. Lemos recomendações de técnicos especializados que alertam para a necessidade das crianças brincarem sem a tutela das instituições onde são em muitos casos armazenadas ao longo do ano lectivo. Como é que as crianças olharão para tudo isto? É que elas olham mesmo e seguem os exemplos que registam.

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