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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

aos soluços até sufocar

01.06.09

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

 

Modelo de gestão escolar arranca aos soluços

 

"A Fenprof garante que "já há processos" a decorrer interpostos por presidentes de conselhos executivos cujos mandatos foram interrompidos pela entrada em funções dos directores. Esta segunda-feira termina o prazo dessas eleições.

Todos as escolas deviam ter hoje o seu director. O prazo estipulado pelo Governo era 31 de Maio, mas ontem como foi Domingo, "termina hoje" o limite para publicação do nome dos eleitos em Diário da República, avisou na sexta-feira o secretário de Estado Adjunto da Educação, Jorge Pedreira.

Fenprof e Sindep garantem que o processo está atrasado na maioria dos agrupamentos. Para a FNE e Associação Nacional de Professores (ANP) um "número significativo" ainda não foi eleito mas a maioria já. A ministra da Educação garante que só em "quatro ou cinco escolas" é que ainda não apareceram candidaturas. Nem organizações, nem tutela avançam um balanço.(...)"

 

Os membros do partido que suporta o actual governo sempre afirmaram que o modelo de gestão escolar instituído em 1998 tinha as melhores avaliações externas.

 

Mas sabe-se o que aconteceu: inebriado com a maioria absoluta, abençoado pelos ventos do neoliberalismo e da cooperação estratégica e animado com o sucesso na ocupação da agenda da direita política que lhe garantia um poder "absoluto", o governo actual quis deixar sem voz o PSD de Marques Mendes e avançou às cegas e num processo "contra natura"(?) para esta valente trapalhada que só pode ser elogiada por quem ou não quer ver ou quer manipular as pessoas que não estão por dentro destes assuntos.

 

É  um ministério da Educação atolado em diplomas sem pés nem cabeça e que vai tentando sobreviver à custa da desesperada tentativa de defesa do indefensável e com uns detalhes que até arrepiam: avançaram ao jeito da oportunidade, cavalgaram as ondas "modernaças" sem qualquer reflexão, terraplenaram tudo o que existia, fizeram quase (ai os professores) tudo o que quiseram e bem lhes apeteceu, mas antes de fugirem parece que ficaram de castigo com a hecatombe que varreu o mundo.

 

Mas quem os ouve já conhece a receita: são um misto de reformadores com revolucionários que só querem o bem do povo e da nação e nada têm a ver com a política de salão que enche uma parte das sociedades com parasitas endinheirados.

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