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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

prazos eleitorais e números para manipular

29.05.09

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

Quase metade das escolas vai falhar prazo para eleger directores

 

"Os anúncios começaram a aparecer em catadupa só no mês passado. Agrupamento atrás de agrupamento anunciando, no “Diário da República”, a abertura dos concursos para o provimento do lugar de director, o órgão unipessoal que nas escolas do básico e secundário irá substituir os conselhos executivos. Por decisão do Governo, esta nova transfiguração teria de estar consumada no domingo, mas pelo menos quase metade dos agrupamentos e escolas não-agrupadas deverão entrar em Junho sem ter eleito ainda os seus directores.(...)

 

 

Que ninguém tenha dúvidas, e isto que vou escrever é independente de se concordar ou não com o novo modelo de gestão escolar - eu não concordo -: o governo criou mais uma diploma à pressa, com evidentes trapalhadas processuais, carregado de incoerências, mas com um prazo: 31 de Maio de 2009. Vale tudo para chegar às eleições e dizer uma coisa qualquer que se pensa que agrada aos eleitores: até fazer terraplanagem com tudo o que existia: uns revolucionários, sem dúvida.

A jornalista apurou isto no dia seguinte à notícia em que a ministra da Educação debita mais uma série de números. Ora leia e só se espanta se tem andado desatento.

 

 

"Quatro ou cinco escolas" não cumprirão prazo 

 

"A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, disse hoje que "quatro ou cinco escolas" não vão cumprir o prazo de eleição dos respectivos directores, que termina a 31 de Maio.
"Há quatro, cinco escolas em que não apareceram candidaturas ou que houve problemas de outra natureza, em que os concursos abertos acabaram por não ter resultados positivos, mas são quatro ou cinco escolas, não mais do que isso em todo o país", afirmou, à margem da tomada de posse da nova directora do Agrupamento de Escolas Gualdim Pais. 
Recusando classificar estes casos como "resistência", Maria de Lurdes Rodrigues referiu que "foram casos em que não emergiram lideranças, que não apareceram candidaturas, em que as candidaturas não foram reconhecidas localmente pelas comunidades locais como candidaturas de qualidade e foram rejeitadas".(...)

 

Como é que é possível alguém dizer umas coisas destas?

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