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Correntes

em busca do pensamento livre

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inclusão e turmas de currículos alternativos

01.07.06
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Discute-se, de novo, a necessidade de combater a exclusão escolar.

Despacha-se - muito se despacha neste país - no sentido de permitir que as escolas portuguesas constituam turmas com percursos alternativos.

Realizaram-se, de 1995 a 2001, excelentes projectos de turmas de currículos alternativos.

Em 2002, chegou um ministro que despachou, como uma das suas primeiras medidas – para pôr a casa na ordem -, o fim dos despesistas programas de currículos alternativos. Foi doloroso. Escrevi, nos tempos idos da mudança de século, o texto que se segue e que foi publicado no bonito jornal da minha escola – o Radical.

"Estar integrado no já bem sucedido projecto da nossa turma de currículos alternativos, significa, acima de tudo, corporizar uma ideia de referência na nossa comunidade educativa. Se já suspeitávamos que era necessário encontrar saídas diferentes para cada um dos nossos alunos, o 8ºF confirma-o. Se já sabíamos que uma escola isoladamente pouco poderia fazer, a conjugação de esforços com uma instituição como o CENCAL, ajuda-nos a entender que, por vezes, o melhor dos caminhos está ao virar da mais próxima das esquinas. A partir de agora, e quando alguém olhar para um aluno e concluir que ele já deu o tal passo que faltava a caminho da exclusão, já sabe que deve duvidar da sua conclusão. A lição que os professores e os alunos do 8º F nos estão a dar, é uma homenagem a todos os que não aceitam a ideia da desistência. E por mais extraordinário que pareça, o 8º F consegue ser para todos uma turma igual às outras. Espantoso"



Paulo Guilherme Trilho Prudêncio.