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Correntes

em busca do pensamento livre

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4 comentários

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    Vasco Tomás

    23.04.09

    Mas há também quem diga que o absurdo é a estrutura constitutiva da condição humana, no sentido em que em cada momento da nossa existência nos encontramos sem qualquer justificação antecedente ou posterior, uma espécie de ponto zero de todo o sentido.
    Este "significante vazio", que marca o horizonte abismal de toda a nossa vida, determina uma luta interminável em vista da constituição, em cada momento, do sentido da existência.
    O absurdo está assim intimamente conectado com o imperativo da responsabilidade ilimitada por cada um de nós, pelos outros - os nossos contemporâneos e os vindouros - e também, sobremaneira hoje, pela natureza no seu conjunto.
    É sempre útil voltar a ler quem pensou genialmente esta problemática. O imortal Albert Camus, nomeadamente no seu "o mito de Sísifo", ou "o homem revoltado".
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    23.04.09

    Creio que o conceito de absurdo nesta citação de Schelling é o que se utiliza nas demonstrações matemáticas de "redução ao absurdo". É o sentido elencado pela Isabel acima de "ausência de sentido lógico" e não o existencial que remete para Sartre e a Camus.
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    23.04.09

    Não digo que o absurdo existencial seja totalmente outra coisa, mas que a possibilidade do sentido radica na existência e na linguagem e, por isso, antecede toda e qualquer outra condição. Quando pensamos a possibilidade da morte e o não ser, encontramo-nos numa situação de desespero, de pura ausência, em que já não há linguagem, nem qualquer possibilidade.
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