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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

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da pedagogia e em busca do pensamento livre

avaliação e valor acrescentado

19.01.10

 

 

Foi daqui. 

 

 

Associar a avaliação dos professores ao valor acrescentado é um tema do momento e estou convencido que não vai largar a agenda destes assuntos tão depressa. Há mesmo a tendência para se exportar a discussão que ocorre nesta altura na nação norte-americana e tentar plagiar algumas das conclusões.

Já sabemos que esta ideia de importar o que vem de fora, por modismo ou por falta de ideias, de soluções ou de trabalho, é um defeito recorrente na nossa sociedade.

Considerar os resultados dos alunos para avaliar os professores é uma matéria que requer um estudo muito apurado e que pode provocar situações de tremenda injustiça; desde logo, por impor aos alunos uma dupla avaliação: a sua e a do seu professor.

Mas há alguns detalhes essenciais que devem ser considerados. Estes processos exigem tempo e devem percorrer um trajecto traçado com rigor. Têm de se criar condições para estruturar uma avaliação das escolas e, dentro destas, de pequenos grupos. Sabe-se que isso é difícil, requer bons programas de avaliação externa e avaliadores formados para o efeito. Depois, é sensato considerar o ponto de partida de cada aluno o que é, no mínimo, um feito ciclópico.

Há outro argumento a apresentar aos que vêem na experiência norte-americana um farol. O ponto de partida das duas realidades tem, em alguns casos, diferenças que requerem um "hubble" para as situar no espaço: o nosso bloco da organização escolar, e no que ao tratamento da informação diz respeito, está a anos luz de algumas das realidades do país de Obama. Os nossos históricos de resultados têm um procedimento obsoleto, para sermos optimistas.

E não tenhamos dúvidas: o que se propôs em Portugal é que não teve pés nem cabeça.

E a questão do valor acrescentado, e da sua relação com prémios pecuniários, tem pano para mangas e muito que se lhe diga. Sabemos como é que a sociedade americana lida com a questão dos prémios pecuniários… hummm sabíamos; é bom que se tenha em atenção que muita coisa mudou: basta pensar nos 90% de penalização nos bónus que os executivos da AIG resolveram receber do programa de ajuda financeira que se seguiu ao colapso financeiro; Obama anunciou-o numa atmosfera que podemos resumir assim: mudança efectiva e grande coragem.

Vamos ver o que vem a seguir.

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