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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

limbo

09.03.09

 

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

 

Nem sei se estou um bocado epidérmico, talvez seja isso, mas a saturação e a desilusão dizem presente no seio da relação entre os professores. Para além das naturais divergências entre os actores mais expostos, vejo sinais muito preocupantes na atmosfera que envolve as relações pessoais e profissionais. É como se sabia: lutar nem sempre é sinónimo de alegria.

 

Faz quase dois anos que este conjunto de nefastas políticas começou a dizimar o ânimo profissional dos professores. Os governantes iniciaram, nessa altura, a sua cruzada junto da opinião pública, denegrindo a imagem pública dos professores, e receberam o apoio entusiástico da maioria dos fazedores de opinião. Nem uma voz se levantou na defesa dos professores; apenas eles próprios que, incrédulos e magoados, começaram uma luta sem fim; nesta altura tem contornos que muitos consideram próximos de gestos de cariz heróico.

 

Constato o desespero, vejo o desânimo, vejo as marcas da "intifada curricular" que se estabeleceu com o concurso para professor titular e com a descomunalidade burocrática do monstro da avaliação do desempenho. Também vejo muita indignação com as traições que alguns professores resolveram cometer, habituados à costumeira falta de profissionalismo e mergulhados no mais detestável oportunismo. E isso cansa e mói. Mas era inevitável e o adversário dos professores tem jogado muito como isso.

 

Mas como já se viu os professores não desistem; e não desistem porque têm a razão do seu lado. Sabem que o tempo joga a seu favor e só precisam de manter a cabeça fria e de não entrar em soluções desesperadas. O resto já foi escrito inúmeras vezes: a luta é longa e difícil e "é preciso animar a malta".

 

E mais: importa manter a unidade a todo o custo; deixemos de lado as naturais divergências e centremos a luta no essencial. São quase incompreensíveis as "intifadas" de pergaminhos na luta nesta altura do processo. Já nos conhecemos o suficiente para reconhecer, e enaltecer, que muitos têm dado o seu melhor. Temos de evitar os ataques sibilinos a quem quer que seja e muito mais aos que se têm dedicado de corpo e alma à causa em prejuízo das suas vidas pessoais e profissionais. É tremendamente injusto que isso aconteça.

 

E importa sublinhar a seguinte interrogação: há algo que seja belo que não tenha sido difícil?

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