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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

dias alegres (5)

23.02.09

 

 (encontrei esta imagem aqui)

 

 

 

Na edição de hoje, dia 23 de Fevereiro de 2009, do jornal Público pode ler-se uma notícia que envolve a escola (ou o amontoado de escolas, ou seja, digo, o agrupamento de escolas) onde sou professor: o agrupamento de escolas de Santo Onofre, em Caldas da Rainha.

 

O jornal dedicou a edição, e no que ao sistema escolar diz respeito, à gestão escolar.

 

Também dá notícia de umas escolas "apressadas" onde já há director e tudo o mais que lhes mandaram fazer. Alguns dos "corajosos" directores, seis no total do país, até fazem discursos de tomada de posse onde arrasam a actual política educativa, incluindo, nessa arriscada posição, o modelo de gestão em curso; uma coisa estratosférica. Segundo os seus responsáveis são "culturas de escola" e onde a lei é para cumprir. Dá ideia que até conseguiram implementar a 1ª versão do modelo de avaliação do desempenho; devem ser as ditas escolas de referência e de boas práticas: gente acima da média, sem duvida (são, na minha modesta opinião, actos que se ilustram pela imagem que pode ver de seguida).

 

 

 

 (encontrei esta imagem aqui)

 

 

Ora leia o texto em que é referida a escola onde, com muito orgulho, sou professor.

 

 

No Agrupamento de Santo Onofre, professores não têm candidatos.

 
Deve haver poucas escolas onde a implementação do novo modelo de gestão esteja tão atrasada como nas que constituem o agrupamento de Santo Onofre, nas Caldas da Rainha. Até porque, mais do que atrasado, o processo está parado. Por duas vezes se marcaram eleições e em ambas se assistiu ao mesmo: nem um dos 180 professores e educadores do agrupamento se candidatou a representar os colegas no Conselho Geral Transitório que, por isso, ainda não foi constituído.
Desde o início do ano lectivo que andam nisto. Nem há um mês, a presidente do Conselho Executivo, Lina Soares de Carvalho, convocou uma reunião geral de professores para perguntar se valia a pena abrir um terceiro processo eleitoral. Como ninguém tinha, entretanto, mudado de ideias, tudo ficou como estava. 
No agrupamento, onde estudam 1800 crianças, do jardim-de-infância ao 9.º ano, ninguém parece preocupar-se com a situação. "A verdade é que, ao contrário do que vejo acontecer noutras escolas, aqui há paz e serenidade. Ninguém se desgasta com processos burocráticos e com reuniões inúteis, estamos todos concentrados e empenhados no que importa, os alunos e o processo de ensino e aprendizagem", diz a presidente do Conselho Executivo.
Para a tal paz, considera Lina Soares de Carvalho, contribuiu o facto de os professores não terem sido chamados a tomar decisões sobre a avaliação. Numa atitude invulgar, o Conselho Pedagógico assumiu a decisão de suspender o processo, numa votação por voto secreto. E também ninguém, de entre os professores, a contestou. G.B.R. 

 

2 comentários

  • Olá Daniel.

    Já reparei que estamos, naturalmente, de acordo em relação ao processo dos agrupamentos de escolas; já aduzi uma série de desvantagens - e podia acrescentar mais umas quantas - e sei das vantagens financeiras e das possibilidades da melhor gestão de recursos vários; todavia, essa vantagem que indiquei deveria ser resolvida de outro modo e nunca com esta amontoado que retirou autonomia e responsabilidade a uns e a outros e fragilizou a "personalidade" de cada uma das lideranças das unidades autónomas.

    Na DREN parece tudo muito mega, realmente.

    Podemos discutir a gestão e a avaliação que foi o mote da entrada

    Depois reparei que o amontoado de Carcavellos é referido na reportagem de ontem do jornal; enfim... dirigi uma escola durante 3 mandatos consecutivos (auto-limitei os mandatos com muita pena minha e por imperativo democrático) e nunca me senti "chefe de secretaria" (que raio de coisa essa, que nível...) nem tão pouco que a lei fosse para cumprir do modo como é descrito... francamente... se tivéssemos feito isso com a avaliação... o governo e o país, com a nossa recusa, deveriam erguer uma estátua aos professores que resistiram; já agora, o mesmo se deveria fazer em relação à gestão (não percebo os argumentos que reforçam a ideia que isto da gestão não diz muito aos professores) enfim...

    Obrigado por ler Daniel.

    Abraço.
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