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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

professor à condição

06.11.09

 

 

 

 

Já o escrevi por diversas vezes: não me interessam muito as discussões à volta do estatuto social das profissões; tenho ideia que são as pessoas que fazem as profissões e não o contrário. Mas não sou imune ao que ouço e leio; e sorrio com algumas apreciações.

 

Quando a economia portuguesa não está em recessão - estado 1 -, os professores são aquela fatia de pessoas sem ambição que se contenta com um emprego no estado e com um reles vencimento: uns seres falhos de empreendedorismo e incapazes de treparem as escadas do sucesso.

 

Quando a economia portuguesa está em recessão - estado 2 -, os professores passam a ser aquela fatia de malandros e de preguiçosos que vive à custa do orçamento de estado sem realizar actividade que se veja e que ainda por cima auferem um chorudo salário.

 

Como, e infelizmente, a economia portuguesa vive em permanente "estado 2" ou perto disso, os professores portugueses são das pessoas mais mal tratadas pelos portugueses que percebem de tudo e de mais alguma coisa (a maioria? há até quem nos considere uma nação de invejosos); é factual.

 

(Reedição. 1ª edição em 5 de Março de 2009)

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