Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

"Eficácia dos manuais digitais começa a ser questionada e há países a recuar"

12.09.23

Antes do mais, recordo que há tempos escrevi assim:

"(...)Por outro lado, já percebemos como não olhar como rivais a natureza e a tecnologia e ter a segunda a pensar connosco. Por exemplo, é crucial a tecnologia usada com conhecimento pela gestão escolar avançada (que sintetiza as Ciências da Educação com as da Gestão e Administração) que não prescinde da análise e programação de sistemas de informação e liberta o ensino. Nas redes educativas é diferente. Exige muita prudência, como comprova a adicção tecnológica de crianças e jovens que é um legado inadmissível deixado pelas gerações que governam e educam.(...)"

O artigo de hoje no Público - usei o título para título deste post - vale a pena ler:

"(...)A nossa “compreensão é menor”, quando lemos um texto num ecrã (do tablet, computador, etc.), comparando com o mesmo texto lido em papel e isto acontece “essencialmente” quando lemos “textos não narrativos”, por exemplo, “manuais escolares ou livros didácticos.Também compreendemos menos o que estamos a ler, quando lemos num ecrã textos mais complexos. Quem lê em papel lembra-se melhor da sequência de eventos numa narrativa, por exemplo, concluíram os investigadores, que perceberam que, quando há uma restrição de tempo de leitura, isto é, quando temos de ler determinada coisa num curto período de tempo, compreendemos melhor, se estivermos a ler em papel. Na leitura feita em ecrã, a “profundidade de processamento fica reduzida” e há uma “redução da regulação metacognitiva da aprendizagem”, explicou na Book 2.0 o co-autor com Ruud Hisgen do livro De lezende mens (ed. Atlas Contact) sobre a leitura como uma competência fundamental para o ser humano.(...)"

E é bom não esquecer, no caso sueco, esta evidência:

"(...)Eficácia dos manuais digitais começa a ser questionada e há países a recuar. Eles liberalizaram o sistema de ensino, introduziram a concorrência entre escolas, pensavam que ia aumentar a qualidade. O que aconteceu é que o desempenho da Suécia caiu a pique nos relatórios internacionais, como o PISA. Por isso, os suecos analisaram o que tinham retirado do sistema educativo, repensaram o tipo de apoio que estavam a dar e o que de facto os professores precisavam. Perceberam que os manuais escolares eram uma dessas coisas(...).”