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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Das Utopias e dos Riscos

30.07.23

Com todos os riscos de quem retira do contexto uma passagem, não resisto a citar Ulrich Beck (2015:22) "Sociedade de risco mundial - em busca da segurança perdida", Lisboa, Edições 70,

"(...)o risco constitui o modelo de percepção e de pensamento da dinâmica mobilizadora de uma sociedade, confrontada com a abertura, as inseguranças e os bloqueios de um futuro produzido por ela própria e não determinada pela religião, pela tradição ou pelo poder superior da natureza, mas que também perdeu a fé no poder redentor das utopias.(...)".

A perda da "fé no poder redentor das utopias" indicia um risco de decadência se não se circunscrever ao inevitável cinismo com que a maturidade olha para a prevalência do mal. Se a descrença nas utopias e no combate às desigualdades atravessar todas as gerações, a decadência entranha-se; como a história, de resto, já nos explicou.

 

 

A propósito da Avaliação dos Professores

28.07.23

Recebi o seguinte texto de Mário Silva:

"Finalizado o processo da ADD em mais um ano letivo, convém falar sobre o 'elefante na sala': ADD dos(as) subdiretores(as). A legislação permite que estes membros da direção possam requer serem avaliados sob o regime geral, o que significa serem colocados(as) no universo dos professores de carreira. Essa passagem permite o acesso à menção de mérito de Muito Bom e Excelente, que não teriam se ficassem no universo dos membros da direção. O problema é que, para todos os efeitos, há 4 elementos da SAD que são subordinados dos(as) subdiretores(as), o que confere um evidente conflito de interesses ao abrigo do CPA. O mesmo se aplica aos outros membros da direção, que implicitamente poderão ter a intervenção do(a) diretor(a) como elemento da SAD. Mas esta questão jamais foi levantada pelos sindicatos ou pelos docentes, e anualmente vai acontecendo esta coação subtil na ADD, que vai permitindo a atribuição da menção de mérito a superiores hierárquicos em detrimento dos subordinados...

Mário Silva"

Dos Interesses e da Sociedade

28.07.23

Não podemos despir a pele e ainda bem que é assim. A singularidade dos humanos é um verdadeiro oxigénio.

Mas a história já nos ensinou vezes sem conta que quando colocamos os interesses individuais muito acima dos colectivos acabamos por afectar os segundos e irremediavelmente os primeiros. Os gestos mais egoístas, que prejudicam os interesses dos grupos, acabam sempre com danos sérios para ambos: seja no âmbito nacional ou local; é só deixar passar o tempo, embora se tenha que registar, e infelizmente, que há danos que são quase irreparáveis.

Ter um olhar para o grupo e outro para o individual é uma formulação difícil; sabemos disso. Mas quem olha para o interesse geral, consegue sempre proteger os interesses mais particulares.

 Já usei esta argumentação noutros posts.

 

A propósito da ida ontem à SicN

27.07.23

Quando a SicN me ligou estava nas compras alimentares. Eram cerca de 15h00. Para um directo às 18h00 era arriscado porque tinha dentista às 17h30. Foi uma correria. Chegar a casa, começar a arrumar as compras enquanto lia a nota do PR e interromper para o directo (15h30). Ainda me saiu um pleonasmo, “encarar de frente”, (dei conta quanto o estava a pronunciar; a mente é incrível), mas os linguistas aceitam se for poético. E foi nesse sentido 🙂, uma vez que não se espera que enfrentem de vez as verdadeiras causas. Mas cá estaremos para a luta eterna; e com alegria.

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