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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

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Freakonomics (dezasseis anos depois)

07.01.23

Faz cerca de dezasseis anos que

publiquei este post.

 

Steven Levitt é considerado uma mente brilhante, objectiva e inovadora no âmbito das ciências económicas norte-americanas.

O seu livro “Freakonomics” está na berra. Li-o em duas tardes e gostei. Steven Levitt faz perguntas pouco“ académicas” e obtém resultados surpreendentes. A ideia de que a legalização do aborto contribuiu para a acentuada descida da criminalidade na sociedade norte-americana, deve ter deixado muita gente perplexa.

Achei interessante a história sobre o que motivou o descrédito da organização Ku Klux Klan. Stetson Kennedy, um lutador pelos direitos cívicos, infiltrou-se, a meio da década de 40 do século passado, no dito movimento para o estudar.

A sua primeira impressão foi curiosa: "“o Klan era uma organização com uma lamentável fraternidade entre homens, a maioria deles pouco instruídos e com perspectivas limitadas de vida, que sentiam a necessidade de um lugar onde se pudessem exprimir e afirmar - e de uma desculpa para não dormir em casa algumas noites -". 

Numa época, em que "todas" as crianças viam na televisão, antes do jantar, o Super-homem a combater Hitler e Mussolini, Stetson Kennedy convenceu os responsáveis pelo programa televisivo a centrar o combate no Ku Klux Klan.

Como Stetson Kennedy já tinha atingido a assembleia suprema da organização, passou aos programadores toda a terminologia da sociedade secreta incluindo as senhas e as contra senhas.

Um delírio. Já imaginaram o que era o avô chegar a casa e ver os netos a brincar aos polícias e ladrões com a utilização da verdadeira nomenclatura dos Klan? Foi a desmobilização rápida e acelerada. Só lendo. Steven Levitt agarra nesta história a propósito dos efeitos da sociedade da informação na economia. Tem outras histórias curiosas e bem fundamentadas. 

"Obrigado, Professores"

07.01.23

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É um texto de António Sampaio da Nóvoa com um diagnóstivo devastador do governo da Educação nos últimos 20 anos.

Para ler a totalidade clique em "Obrigado, professores".

Colo uma pequena parte de seguida. Até impressiona o retrato dos últimos sete anos:

"(...)Há quase vinte anos, assistimos a políticas educativas que, apesar da sua clarividência em muitos temas, procuraram ganhar legitimidade acusando os professores de imobilismo e corporativismo. É de má memória a tese de que perder os professores não seria grave se se ganhassem os pais e a opinião pública.

Depois, entre 2011 e 2015, veio um governo explicar que havia professores a mais, que a pior opção para um jovem seria escolher um curso de educação ou de formação de professores e que educar não tinha qualquer ciência.

Nos últimos sete anos, o melhor que se pode dizer é que houve indiferença em relação aos professores. Iniciativas de atracção de jovens para a profissão? Nada. Políticas de formação de professores? Nada. Mudanças no recrutamento dos professores? Nada. Novos processos de indução profissional? Nada. Medidas de protecção dos professores e do seu bem-estar? Nada. Disposições para facilitar e desburocratizar o dia-a-dia dos professores? Nada. Valorização das carreiras docentes? Nada. Incentivos para projectos de inovação? Nada.(...)"