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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Do Universo da Manipulação e Quando a Dinâmica é Convertida em Sorteio

31.01.23

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As ultrapassagens nos concursos, e nas carreiras, dos professores são explosivas. São tantas as injustiças perpetradas ao longo destes 20 anos, que se teme a impossibilidade de todas as reposições. O Governo não aprende e apresenta mais uma proposta que cria revolta. Ora leia a proposta do Governo (no blogue acede ao link com o texto completo) e diga lá se não se podia substituir vinculação dinâmica por sorteada.

"Apresentamos como proposta que possam vincular, para além da norma-travão, todos os professores que já acumularam 1095 dias de serviço (ponderados em equivalente a tempo integral) e que, neste ano letivo, têm um horário completo. Aos que não têm horário completo, apresentamos um processo de vinculação dinâmica, podendo vincular à medida que obtêm um horário completo."

É a Democracia, a Liberdade de Ensinar e Aprender e a Qualidade da Escola Pública

30.01.23

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A democracia é uma construção diária num mundo em mudança e cansa ler os seus "donos" sempre que há um movimento de professores.

Acima de tudo, a cidadania tem que ser a arte da desinstalação. Se o sindicalismo tradicional está em crise, é crucial reinventá-lo. Além disso, a defesa de uma classe profissional é legítima e um dever democrático dos seus membros. Mas o que está em causa é mais do que isso. Como se disse em 2008, 2013, 2018 e 2023, o exercício, e mais do que a classe profissional, da liberdade de ensinar e aprender não é instrumentalizável em democracia. Se agora, como em 2018, se percebe, finalmente, que não são os estridentes discípulos de Steve Bannon (o mentor de Trump e de tantos outros) que mexem os cordelinhos, também em 2008 e 2013 não eram os mentores do Syriza que o faziam. Mas há agendas. Algumas, e infelizmente movidas por fanatismo ideológico (e até clubista), na área do alargado arco governativo, repetem-se com os resultados conhecidos na falta grave de professores e na instabilidade da escola pública. É exactamente isso que não deve voltar a prevalecer.

Autopsicografia do professor português

29.01.23

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Autopsicografia do professor português

"(...)O professor português cumpriu tudo o que lhe pediram nas últimas décadas, a cada mudança curricular, a cada mudança do sistema de avaliação, a cada mudança dos processos de gestão escolar, a cada regra nova que chegou à sua escola quase diariamente. Foi calando, foi desabafando com os seus pares, porque a sociedade desistiu de o compreender, tentou pequenos protestos e nada resultou. Não me surpreende ver este reerguer de toda uma classe de forma espontânea, como se todos pertencessem ao mesmo partido da educação, que não existe, mas que devia existir, que não tem fronteiras políticas e que obedece apenas ao coração de cada um. Se na Crónica de D. João I, de Fernão Lopes, aprendemos como se constrói o sentimento colectivo do povo português pela consciência de que todos pertencemos a uma mesma nação ou comunidade, esta “arraia-miúda” de professores que agora veio para as ruas transporta o mesmo sentimento colectivo de uma nação de professores que não aceita mais a discriminação social e política.(...)"

Da Crescente Onda de Protestos na Educação (Que Nunca É Serviços Mínimos)

28.01.23

 

A PSP diz que serão mais de 80 mil manifestantes a caminho de Belém e o STOP aponta para 100 mil. É um período de explosão após dezassete anos que combinaram exaustão com indignação em consequência das políticas aplicadas entre 2006 e 2009. É espantoso como se ignorou sinais de um estatuto social desvalorizado e sucessivamente humilhado.

Acima de tudo, este desastroso SIADAP (Sistema Integrado de Avaliação da Administração Pública) só funciona em clima de faz de conta. Aplicado com cotas (ou quotas) e vagas, e em clima de parcialidades, de não contagem de todo o tempo de serviço e de precarização, humilha os profissionais (e não apenas os professores, obviamente).

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Enfim - Tortuosos Serviços Mínimos e Amanhã Manifestação em Lisboa

27.01.23

"Professores obrigados a cumprir serviços mínimos durante a greve

A partir do dia 1 de Fevereiro, os professores e o pessoal não docente vão ser obrigados a cumprir serviços mínimos caso as greves prossigam. A decisão foi tomada nesta sexta-feira, tendo o Colégio Arbitral decidido por unanimidade, informou o Ministério da Educação. 
Este colégio é constituído por três árbitros: um designado a partir da lista designada pelas confederações sindicais, outro pelas entidades empregadoras e um terceiro, que é o presidente.
No caso do pessoal docente, o colégio arbitral decidiu que estes serviços devem ser montados de modo a garantir os “apoios às crianças e alunos que beneficiam de medidas c e adicionais previstas no Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de Julho” ou seja, com necessidades educativas especiais; os “apoios terapêuticos prestados nas escolas e pelos Centros de Recursos para a Inclusão, bem como o acolhimento nas unidades integradas nos Centros de Apoio à Aprendizagem, para as crianças e os alunos para quem foram mobilizadas medidas adicionais”; “os apoios às crianças e alunos em risco ou perigo sinalizados pelas Comissões de Protecção de Crianças e Jovens e aos alunos em situações mais vulneráveis, em especial perigo de abandono escolar”. E também para garantir a “continuidade das medidas em curso que visam apoiar o bem-estar social e emocional dos alunos” no âmbito dos planos de recuperação das aprendizagens. 

Já o pessoal não docente estará obrigado a garantir os serviços que permitem a abertura das escolas ou seja, “serviço de portaria (vigilância e controlo de acessos) dos estabelecimentos escolares; “disponibilização das refeições (quando o refeitório não está concessionado)”; ”vigilância e segurança das crianças e alunos no espaço escolar e nos locais de refeição.”"

 

Vamos Lá Repetir: É Disto Que se Fala Quando se Anuncia a Falta Estrutural de Professores

26.01.23

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