Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

"Progresso: fazer novas descobertas científicas é inútil"

30.11.20

Os Dilemas das Redes Sociais e a Cidadania

29.11.20

Obama, na entrevista publicada pela revista do Expresso, resume um dos dilemas da utilização das redes sociais: dá ideia que o exercício da cidadania nunca foi tão inclusivo e alargado, mas também se fica com a sensação que está cercado por desinformação e fanatismos.

Das Estratégias de Manipulação

27.11.20

Captura de ecrã 2020-11-27, às 00.34.50.png

O linguista Noam Chomsky detalhou 10 estratégias para a manipulação (a primeira resumida na imagem) usando a comunicação social, mas não terá imaginado a vitória de Roger Stone personificada por Trump: mentir constantemente como estratégia, desde que se diga o que várias minorias (descontentes por motivos diversos, mas também irados, lúmpenproletariados e disponíveis para "pogrom") querem ouvir; tudo assumido. A crise de 2008 alargou as minorias e veremos o que resultará desta. Aliás, quem tenta impor a onda Roger Stone à portuguesa saiu-se bem. Lançou duas questões com alto perfil de manipulação, o RSI e o congresso do PCP, e teve êxito: o debate (com intervenientes conscientes das estratégias de manipulação) passa horas sem fim à volta das duas transcendências.

Vejamos.

Feitas as contas, o salário anual líquido de um jogador de um grande clube português de futebol é equivalente ao RSI anual em Rabo de Peixe. Se considerarmos a quantia que a organização do MotoGP em Portimão diz que deixou de realizar, temos o equivalente a 40 anos de RSI nessa freguesia do concelho de Ribeira Grande nos Açores. Note-se que o valor do RSI calcula-se com base nos seguinte valores mensais: 189,66 euros, por titular; 132,76 euros, pelos restantes adultos; 94,83 euros, por cada criança ou jovem menor de 18 anos. 

Já com o congresso do PCP, é sensato defender o adiamento considerando a impossibilidade de mudar de concelho. Quanto ao resto, e analisando com o olhar de alunos e profissionais da educação, mas sabendo que há mais nas mesmas condições oculares - desde logo, utentes de transportes públicos e trabalhadores das fábricas -, a primeiras interrogação será: mas estas pessoas que discutem isto vivem em que planeta? É que impera um manto de silêncio sobre as milhares de aulas diárias, e naturalmente sobre as restantes situações referidas, realizadas em salas lotadas e em muitos casos até sem máscara por orientação da DGS e onde não se evitam os tais 3 c´s (aproximação física, espaços fechados e aglomeração de pessoas). 

Espera-se que o rescaldo da aprovação do orçamento proporcione debates menos dados a estratégias de manipulação e que a grave situação pandémica nos aproxime do real; e que, já agora, se esmiúcem finalmente dois temas: os tais 81% de desconhecidos nos números totais dos locais de contágio por covid-19; os critérios para as vacinas.

RSI Nos Açores

25.11.20

Feitas as contas, o salário anual líquido de um jogador de um grande clube português de futebol é equivalente ao RSI anual em Rabo de Peixe. Se considerarmos a quantia que a organização do MotoGP diz que deixou de ganhar com a ausência de público, temos o equivalente a 40 anos de RSI em Rabo de Peixe.

O debate do mainstream passa horas com o RSI nos Açores e tergiversa em relação ao essencial.

Se Fosse Só Por Causa da Pandemia

23.11.20

As crianças brincam muito menos. Ou seja, brincam muito menos com a utilização de actividades corporais. É inequívoco que o urbanismo, a organização laboral, as tecnologias e o aumento exponencial da amplitude da mobilidade foram factores decisivos. Mas também a escola. A escola a tempo inteiro, a obsessão com a supervisão das crianças e jovens que chegou ao cúmulo da quase supressão de intervalos escolares. Portanto, vai ler que a pandemia retira tempo para brincar. É verdade. Mas é uma realidade preocupante que vinha de trás.

"Covid-19. Crianças brincam menos por causa da pandemia: “Fala-se muito de saúde mental. E o corpo?”"

Pág. 1/6