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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Da Crise Ascensional com o Ensino à Distância

20.03.20

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A suspensão das aulas provocou uma procura ascensional do ensino à distância. De imediato, escolas e professores, mas também encarregados de educação e alunos, "invadiram" plataformas digitais provocando dificuldades nos acessos logo no primeiro dia. Para além disso, sucederam-se os testemunhos desesperados de professores e pais inexperientes nesta "novidade" que é um complemento aconselhado com adultos ou jovens adultos mas "impróprio" para crianças e jovens (acima de tudo, e como diz a UNESCO, "garanta que o uso destas plataformas e aplicações não violam a privacidade dos alunos"). Há muito que se sabe tudo isto, conhecendo-se vários processos descontrolados, e em muitos casos geradores de mais desigualdades, quando aplicados a turmas numerosas (para o momento, a UESCO sublinha: "dê prioridade a desafios psicossociais, antes de problemas educacionais"). William Golding, prémio Nobel da literatura em 1983, professor no não superior durante 30 anos e com opiniões interessantes sobre estilos de ensino, diria qualquer coisa assim: experimente-se com 1 aluno, imagine-se com 10, nem se fale nisso a 20 e com 30 ou mais em várias disciplinas será uma "pandemia" emocional e informacional.

Quando foi anunciado o encerramento de escolas, o ministro da pasta declarou: "ninguém está de férias"; e assegurou, a par de outros governantes, o imediato ensino à distância para todos. Seria mais avisado ter seguido a sugestão de muitos professores: antecipam-se as férias da Páscoa e mais à frente tomaremos decisões. Já se percebeu que não haverá aulas no início do 3º período (ou até no período todo, o que aumentará os níveis de saturação, e irritação, com o ensino à distância numa situação de exigência extrema e isolamento social) e ainda se vai a tempo, também em nome da saúde pública, de achatar a curva da ansiedade, e da insanidade, e adaptar as sensatas "10 medidas propostas pela UNESCO" para os países com Convid-19 e escolas encerradas.