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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

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Finalmente: Covid-19 Reduz Alunos Por Turma

10.03.20

Captura de ecrã 2020-03-10, às 15.10.22.png

Ouvi as notícias TSF das 08h00 e reparei na diversão dos jornalistas com as medidas escolares (página 24) da fase vermelha (mitigação) do "Plano Nacional de Preparação e Resposta à Doença por novo coronavírus (COVID-19)": "redução do tamanho das turmas, aumentar o espaço entre os alunos". Seria realmente surreal aplicar estas medidas como alternativa ao encerramento de escolas na fase mais grave do surto. Não imagino quem teve a ideia, mas é provável que se tenha inspirado na epifania da Amadora que acabou contrariada pela realidade e pelo sensato encerramento da escola: "A professora infectada tinha 30 alunos na sala. Mas sabendo nós que a contaminação é feita através das gotículas que saem da respiração e que não atingem mais do que 2 metros, os alunos do fundo naturalmente não estão em risco".

Para não ler o documento todo, colo a página 24:

"Intervenção em contexto social

Intervenção em contexto escolar [fase 3.1] - Estas intervenções têm como público- alvo as crianças e/ou jovens em idade escolar e a comunidade escolar. Estas medidas podem traduzir-se no encerramento pró-ativo ou reativo de escolas. Existe ainda outro tipo de medidas menos interventivas, que permitem, sem interromper as atividades letivas, reduzir a interação entre os alunos (exemplo: redução do tamanho das turmas, aumentar o espaço entre os alunos). As escolas podem encerrar na sua totalidade ou então apenas para aos alunos, mantendo-se os restantes serviços em funcionamento e algumas atividades letivas não presenciais. O objetivo desta medida é prevenir ou reduzir a transmissão nos estabelecimentos de ensino e nas comunidades onde os mesmos estão inseridos, ganhando tempo para uma melhor caracterização da situação epidemiológica e consequente intervenção e também para atrasar o pico da epidemia, por forma a melhor planear os serviços de saúde necessários para responder as fases mais críticas da epidemia."